terça-feira, 5 de abril de 2016

AS PAIXÕES AMOROSAS


















Relicário dos Prazeres
Autor: Manuel Mar.

As Paixões Amorosas!

Quando as paixões despertam,
Nas almas dos seres humanos,
Todos os corações se apertam,
Todos sexos reagem e alertam,
No fulgor dos ritos mundanos.

São os bailes e festas populares,
Os passeios, as grades romarias,
Onde se escolhem mais os pares,
Trocando seus primeiros olhares,
Que fazem amores e simpatias.

Mas em qualquer época da vida,
Pode surgir uma grande paixão,
Que parece viver bem escondida,
Mas a alma fica de amor perdida,
A paixão logo arrebata o coração.

Viver uma paixão é emocionante,
Quando o amor é correspondido,
É como saborear o fruto aliciante,
Que faz seu gosto mais excitante,
Por se assemelhar a fruto proibido.

Quando uma paixão é verdadeira,
Proporciona a viver com felicidade,
Aspirando que dure a vida inteira,
Guardando o amor à sua maneira,
Nesta vida e por toda a eternidade.


 Torres Novas, 5/04/2016

segunda-feira, 4 de abril de 2016

OS DIAS FELIZES DA JUVENTUDE

















Relicário dos Prazeres

Autor: Manuel Mar.
Os dias felizes da Juventude!

Naquela fria e pobre aldeia serrana,
A vida seguia simples e apaixonada,
Trabalhava-se de sol a sol à semana,
Não havia hábitos de vida mundana,
E toda a gente era bem comportada.

Os prazeres da juventude eram bons,
Todos herdados de seus antepassados,
 Jogos e cantos chupando os bombons,
 Outras vezes mostravam os seus dons,
 Fazendo récitas muito entusiasmados.

 Em grupo seguiam os longos caminhos,
 Dando voltas pelo campo e pela serra,
 Seu encanto era andar a ver os ninhos,
 Ouvir os lindos cantos dos passarinhos,
 Até o tocar das trindades na sua terra.

 Tanto encanto tinha essa gente miúda,
 Que vivia feliz, sempre na brincadeira,
 Ajudavam as tarefas da gente graúda,
 Mal conheciam o viver em crise aguda,
 Na sua aldeia havia a paz verdadeira.

 Hoje a juventude tem mais distracções,
 A Net, os telemóveis e os computadores,
 Mas surgiram as grandes preocupações,
 A falta de emprego cria muitas aflições,
 Mesmo que sejam hoje novos doutores.

 Torres Novas, 04/04/2016


domingo, 3 de abril de 2016

DESGARRADA PORTUGUESA - FADO














Relicário Fadista
Autor: Manuel Mar.

Desgarrada Portuguesa!
Homem:
Bebi água na fonte sagrada,
Matei a minha sede de te ver, Bis
Mas fiquei triste sem te lá ter,
Pois só tu és a minha amada. Bis

Mulher:
Não fales dizendo mentiras,
Porque eu sei quem tu és, Bis
Aproveitas todas as marés,
Para dizeres palavras giras. Bis

Homem:
Todo o amor que sinto por ti,
Vive em todo o meu coração, Bis
Tu és a minha grande paixão,
Desde a hora que te conheci. Bis

Mulher:
Não posso acreditar nada em ti,
Porque dizes o mesmo a todas, Bis
As tuas palavras são bem tolas,
Não quero lembrar o que sofri. Bis

Homem:
Não casarei com mais ninguém,
Sempre te falei com a verdade, Bis
Eu juro com grande sinceridade,
Tu és a mulher que me convém. Bis

Mulher:
Então pede-me em casamento,
E arranja casa onde se morar, Bis
Não te quero ver mais chorar,
Agora aceito o teu juramento.

Homem:
Obrigado minha boa amada,
De mim tudo tu podes contar, Bis
Porque contigo me quero casar,
Tu és a minha paixão sagrada. Bis

Torres Novas, 3/04/2016

BALANÇO DA VIDA



















Relicário da Nostalgia
Autor: Manuel Mar.

O Balanço da Vida!

Há quem as suas contas não faça,
E julgue que a vida é brincadeira,
Mas quando se acha na desgraça,
E sentindo toda a fome que passa,
Tem de pensar de outra maneira.

É necessário fazer as contas à vida,
Para o encerramento do balanço,
Fazendo orçamentos com medida,
Para termos noção logo à partida,
E evitar de no fim haver falhanço.

O ser humano aspira a felicidade,
Que constrói com a sua esperança,
Passo a passo e desde a mocidade,
Luta pela paz e pela fraternidade,
Neste mundo sempre em mudança.

Mas para quem vive mal e falido,
Sentindo há muitos anos a miséria,
Só pode é sentir-se mal e perdido,
Todas as palavras perdem sentido,
A sua desgraça é triste e tão séria.

O maior mal é sempre o terrorismo,
Que estropia o e mata os inocentes,
Há muita maldade à face da terra,
Tanto terror sobre o mundo impera,
Invocando as crenças omnipotentes.


 Torres Novas,3/04/2016

sábado, 2 de abril de 2016

O MEU DOCE NINHO



Relicário dos Prazeres
Autor: Manuel Mar.

O Meu Doce Ninho!

São quatro paredes marcadas,
Onde cheira bem a rosmaninho,
Feitas só com pedras rejeitadas,
Que formam o meu lindo ninho.

Nasceu ali à beira do caminho,
Juncada das mais belas flores,
Onde moram os nossos amores,
Criados com paixão e carinho.

Não mora ali grande riqueza,
A casa é pequena e modesta,
Mas vivemos sempre em festa,
Felizes com a nossa pobreza.

Ao meu amor ofereço as flores,
Que colho nessa bela natureza,
Cheias de encanto e de beleza,
O maior regalo para os amores.

Crescem os filhos com alegria,
Colhendo das árvores os frutos,
São muito lindos os nosso putos,
Cheios só de encanto e magia.

Não vendo essa minha casinha,
Por todo o dinheiro do mundo,
Vale mais um amor profundo,
Que a riqueza desgraçadinha.

Devo o que tenho ao meu Deus,
Que me deu a coragem e a vida,
A minha casa foi-me prometida,
É meu abrigo e de todos os meus.


Torres Novas, 2/04/2016

sexta-feira, 1 de abril de 2016

FÉRIAS DE VERÃO


























Relicário dos Prazeres
Autor: Manuel Mar.

As Férias de Verão!

Com o fim de um ano de estudo,
Na miragem das férias de Verão,
Acabam os horários, muda tudo,
O estudante consegue o canudo,
E goza as férias com satisfação.

Férias são descanso e boa-vida,
Quer na praia ou qualquer lado,
É a recompensa e bem merecida,
De quem se esforçou sem medida,
Por conseguir futuro assegurado.

Na hora de receber seu diploma,
A sua felicidade é extravagante,
Coloca-o numa vetusta redoma,
Donde exala o magnifico aroma,
Glória da sua vida de estudante.

Mas férias passam num instante,
E surgem as novas preocupações,
Acabou de ser um bom estudante,
Dessa vida de cavaleiro andante,
Vai ter apenas boas recordações.

Agora que trabalho vai procurar,
Nada sabe da sorte que o espera,
O trabalho é difícil de se arranjar,
Toda a gente só aspira trabalhar,
E se não consegue logo desespera.

Existindo tanta falta de trabalho,
Ninguém sabe o que será o futuro,
Se lhe faltar dinheiro para o talho,
Fica só feito num pobre frangalho,
Viver neste mundo é triste e duro.

Mas quem gozou férias de Verão,
Manterá na sua vida a esperança,
Não alimentando nenhuma ilusão,
Viverá sempre com grande paixão,
O mundo é composto de mudança.


Torres Novas,1/04/2016

quarta-feira, 30 de março de 2016

AS NOITES QUENTES DO VERÃO


























Relicário dos Prazeres
Autor: Manuel Mar.

As noites quentes do Verão!

Nas noites quentes do Verão,
Qualquer roupa causa pavor,
E todos despem o seu roupão,
E muitos só dormem no chão,
Quando aperta mais o calor.

E quando a cama está quente,
Todos se vão refrescar na rua,
As ruas ficam cheias de gente,
Porque o calor tão inclemente,
Põe toda a gente quase nua.

Mais sofre quem se apaixonou,
E se casou no pino desse Verão,
Porque o calor até os separou,
Com o mau cheiro que causou,
No auge dessa sua celebração.

Mas com a fresca madrugada,
É mais saboroso viver o Verão,
Muito se abraça gente amada,
Ao ouvir o toque da alvorada,
Cheia de amor no seu coração.


 Torres Novas, 30/03/2016

terça-feira, 29 de março de 2016

SAUDADES IRREVOGÁVEIS







































Relicário dos Prazeres
Autor: Manuel Mar.

SAUDADES IRREVOGÁVAIS!

A vida simples da minha aldeia,
Era bela e boa para a juventude,
Nem sempre havia o pé-de-meia,
Ceava-se à terna luz da candeia,
Mas a gente era boa e de virtude.

A minha avó era o meu encanto,
E eu ao seu colo sempre andava,
Vivia-se lá num ambiente santo,
E protegido pelo seu bom manto,
Ao seu lado a dormir me deitava.

Mas quando entrei para a escola,
Minha avó já era muito velhinha,
Minha mãe deu-me nova sacola,
Onde levava os livros e a pistola,
Como tudo o mais que eu tinha.

A professora era a minha prima,
Que me ensinava e com carinho,
Aprendi a ler os versos com rima,
E às pessoas ter só amor e estima,
Ajudando todos no seu caminho.

O ser humano aspira a felicidade,
Que assegura com sua esperança,
Passo a passo desde a mocidade,
Luta pela paz e pela fraternidade
Num mundo sempre de mudança.

Enfrentando os perigos e traições,
O mundo cheio de desigualdades,
De terrores e as suas contradições,
Vivem sofrendo grandes multidões,
Vítimas inocentes das crueldades.


 Torres Novas,29/03/2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

O DOCE AMOR JUVENIL

















Relicário dos Prazeres
Autor: Manuel Mar.

O Doce Amor Juvenil!

Nos dias felizes da Primavera,
Eu sonhava pela madrugada,
Ficava sempre tonto à espera,
Na forte ilusão duma quimera,
Ao sonhar com a minha amada.

A sua imagem me despertava,
E eu ficava a sonhar acordado,
Com aquele ser que já amava,
E que ao meu lado imaginava,
Que me deixava maravilhado.

Andava ainda na minha escola,
Quando por ela senti a paixão,
E já guardava na minha sacola,
O seu retracto na moldura sola,
Toda ela dentro do meu coração.

Gostávamos um do outro tanto,
Que já toda a gente reparava,
Ela era meu mais doce encanto,
Rezava por ela muito ao Santo,
Porque só com ela eu me casava.

Mas tudo na vida sofre mudança,
E o meu rumo perdeu o seu norte,
No Liceu achei a nova esperança,
Mudei de terra e nova vizinhança.
Sempre procurando a minha sorte.


 Torres Novas,28/03/2016

sábado, 26 de março de 2016

O AMOR CÂNDIDO

CANÇÃO PASCOAL














Relicário das Canções                              
Autor: Manuel Mar.
 
Canção Pascoal!
 
Senhor meu Deus infinito,
Vivemos cheios de tristeza,
Por tanto mal e pobreza,
O ser humano vive aflito.
 
Eu Te rogo Espírito Santo,
Perdoai os nossos pecados,
Muito maus e depravados,
Que nos dão dor e pranto.
 
Perdoai tantas más acções,
Cheias de ódio e vingança,
Que acabam a esperança,
Dos nossos fracos corações.
 
Iluminai Senhor o teu povo,
Para viver em paz e amor,
Recusando o mal e o terror,
Para sermos o mundo novo.
 
Ao cantar esta bela canção,
Sinto a alegria de perdoado,
Só do mal é nasce o pecado,
Porém de Ti brota o perdão.
 
Torres Novas, 26/03/2016
 
 
 

sexta-feira, 25 de março de 2016

QUADRAS À SOLTA























Relicário dos Saberes
Autor: Manuel Mar.

Quadras à Solta!

Faço vénia a toda a boa gente,
Que quando me vê me faz festa,
Desprezo a gente impertinente,
Que além do mais nunca presta.

Quem ao saudar se faz rogado,
Sem mesmo mostrar bom gesto,
Logo me volto para outro lado,
Porque nessa gente não investo.

Se me fazem mal não respondo,
Porque é de oiro o bom silêncio,
O mal faz sempre seu estrondo,
Que evita fazer mais dispêndio.

Se mostras estar interessado,
Fazes logo subir mais o preço,
Mas se esse bem foi herdado,
Comprarás a menos do terço.

Não respondas à ignorância,
Com frases de grande saber,
Para manter a tua distância,
Porque acabas mais a perder.

É sempre contra o bom desejo,
Que se dá prejuízo a alguém,
À criança ferida dá teu beijo,
Não contes nada a ninguém.


Torres Novas, 25/03/2016

quinta-feira, 24 de março de 2016

COMO SE FAZ UM POETA




















Relicário dos Prazeres
Autor: Manuel Mar.

Como se faz um poeta!

Poeta não nasce ensinado,
Mas vai de tudo aprender,
Decorado ou bem copiado,
O seu sentido é estimulado,
Quando começa a escrever.

Soam-lhe bem certas rimas,
Que as começa por decorar,
E faz versos para as primas,
Durante todas as vindimas,
Não para jamais de cantar.

Bem lindos são os seus versos,
Que já todos os querem ouvir,
Cedo nascem alguns sucessos,
Por entre os temas dispersos,
Que a todos fazem se divertir.

E com um tanto de ousadia,
Usa os seus reais sentimentos,
Dorme a noite com fantasia,
Mas só ao nascer do seu dia,
Recorda deslumbramentos.

No papel deixa as palavras,
Que foram bem escolhidas,
Entre rainhas e as escravas,
Rosas meigas e rosas bravas,
O poeta exalta nossas vidas.


Torres Novas, 24/03/2016

O CULTO SATÂNICO


















RELICÁRIO DA NOSNALGIA
Autor: Manuel Mar.

O Culto Satânico!

Na base do insano terrorismo,
Estão espíritos desumanizados,
Que vivem plenos de sadismo,
Totalmente no mal obcecados,
Por viverem à beira do abismo,
Planeando horrorosos pecados,
Com o mais pérfido idealismo.

Como pode um tal ser humano,
Matar-se no meio de inocentes,
Causando a morte dor e dano,
Sendo seres cegos inconscientes,
São espíritos de demónio tirano,
Que se julgam os omnipotentes,
 Vivendo o seu ódio desumano.

É muito difícil de compreender,
A razão de base do terrorismo,
Ao matar e ao causar padecer,
Não é só o ódio ao cristianismo,
Mas fazer o mal lhes dá prazer,
Numa orgia do maior cinismo,
No final tudo acaba ao morrer.

Não respeitar a vida é heresia,
Para qualquer nobre religião,
Mas hoje reina mais hipocrisia,
Há ainda uma clara escravidão,
Com as guerras o mundo asfixia,
Cheio de ódio e enorme solidão,
Padecendo triste e fatal agonia.

Torres Novas, 24/03/2016