quarta-feira, 11 de maio de 2016

A ARTE DE PINTAR





















Relicário
Autor: Manuel Mar.

A Arte de Pintar!

O pintor traça na tela
Os riscos imaginados
Pega no pincel
E na paleta das cores
Cobre os riscos de tintas
Todas bem ordenadas
Dá harmonia e vida à tela
Cobrindo todo o esboço
E por vezes fica imóvel
Revendo a sua obra
Depois volta ao labor.
Da mão do pintor
E da sua imaginação
Nasce a sua criação
Fruto da sua vivência
Que é para o seu espirito
Única razão de viver.
Nos homens…
A partilha do seu saber
Que são tesouros infinitos
Da sua soberana racionalidade
Do seu protagonismo
E da sua conceptualização
Significa o seu altruísmo
E amor à sua arte.

Torres Novas, 11/05/2016

Foto: Net

AMOR ÍNTIMO
























O Relicário
Autor: Manuel Mar.

Amor Intimo!

O amor gera intimidade
Quando dois seres se amam
Fala com sinceridade
Calmamente
São donos do seu tempo
Sem pressas nem distracções
Sentem bater os corações
Trocando beijos
Mostrando seus desejos
Dizendo segredos
Os mais íntimos,
Revelando mútuo amor
Tão devagarinho…
Sem sequer esconder
O arfar da respiração
Que se torna ofegante
Pelo exercício do amor
Ela dá gemidos de satisfação…
Do prazer quase divino
As bocas se beijam
Em harmonia
Um romance de apaixonados
Unidos numa perfeita
E bela intimidade…

Torres Novas, 11/05/2016

Foto: Net

OS GRANDES PRAZERES



















Relicário
Autor: Manuel Mar.

Os grandes Prazeres!

Sem qualquer dúvida
Os seres humanos
São ávidos dos prazeres
Principalmente
Os ligados ao sexo
A que chamamos
O AMOR!
Os grandes prazeres
São de ordem sexual
Cercados de volúpia
E frenético glamour
São os mais procurados
Nas boates e nos hotéis
Nas casas de passe
Das grandes cidades
Onde há profissionais
De todas as especialidades
A troco de dinheiro.
Há uma gama enorme
De bons prazeres
Uns de ordem corporal:
Comer, beber e dormir
Correr, saltar e nadar
E outros semelhantes
Outros de ordem espiritual:
Dançar, cantar, ver filmes
Escrever, ler e ouvir música
Outros de ordem ocupacional:
Esculpir, pintar e fotografar
E outros parecidos.
Mas sem haver o AMOR
Entre o Homem e a Mulher
O mundo acabaria…
Não haveria mais paixões
Secaria a fonte dos prazeres
Restaria só um vazio de vida.

Torres Novas, 27/07/2015

Foto: Net

AMOR PRECOCE




























O Relicário
Autor: Manuel Mar.

Amor Precoce!
O sentimento de amor
Tem um cariz especial
É um fenómeno natural
Da procura de alguém
Para amar e viver
Como no paraíso.
É um fogo intenso
Que nos invade a alma
E faz bater forte o coração
Tanto na juventude
Ou quando temos mais idade.
Tem ímpeto transcendente
Que vive em toda a gente
E na verdade é somente
Um desejo de amar
E ser amado.
Confesso que precocemente
Esse amor mexeu comigo
Desde a minha juventude
Com muita perplexidade
Porque na verdade
Era algo misterioso
Que me tornava nervoso
Na presença de raparigas
Quase nem sabia falar com elas
Só mais tarde e nos bailaricos
Conseguia trocar palavras
E ensinei algumas a dançar
Queria muito namorar
Mas desejava dançar com todas
E se começasse a namorar uma
Naqueles bons tempos
Não podia dançar
Com mais nenhuma.
Havia muita rivalidade
Só podia namorar na aldeia
Ainda tenho bem na ideia
As zaragatas que havia
Quando uma rapariga
De uma aldeia vizinha
Aceitava namorar comigo
Para os rapazes dessa aldeia
Era visto com um inimigo
E faziam tantas barbaridades
Que era impossível resistir.
Uns anos mais tarde
Fui viver para a cidade
Onde tudo na verdade
Era já muito diferente
Ninguém pegava com a gente
Era pacífico qualquer namoro
Já se dançava mais à vontade
Sem surgirem problemas.
Comigo foi mesmo assim
Arranjei lá uma namorada
No começo do mês de Abril
Pouco tempo namorei
E logo em Setembro
Com ela me casei.

Torres Novas, 11/06/2016
Foto: Net

terça-feira, 10 de maio de 2016

APRENDER A VIVER BEM





















Relicário
Autor: Manuel Mar.

Aprender a Viver Bem!

Ando há tempo e pensar
Que ainda não aprendi a viver
Agora ando a imaginar
Certas fases da vida
Nos desgostos que sofri
As horas tristes que passei
Nos amores que tive
Nos porquês de aqui estar
Vivendo de forma sentida
Porque é assim a vida
Mesmo que julgue que não
Sempre vivi à minha maneira
Com muitas ilusões
E dando alguns trambolhões
Já perdi o vício de jogar
Fiz coisas atrevidas
Preguei boas partidas
Passei horas divertidas
Muitas noites a dançar
Muitas outras a cantar
E a ver as lindas mulheres
Porque a ideia não muda
Só a força é que falta
Já penso que nada sou
Já perdi muitas ilusões
De amores e tentações
Trabalhei e fui feliz
Mas já tudo passou
Quase já não sei viver
Toda a pressa já passou
Agora ando devagar
Já pouco posso fazer
Mas minha cabeça
Continua sempre a pensar
Que ainda posso aprender
De novo a bem viver
Mas as forças são poucas
Já deixei de cantar e dançar
Pouco faço mas devagar
Não aceito mais desafios
Pois sei que vou
Mais cedo ou mais tarde
Perder também o pio.

Torres Novas, 10/05/2016
Foto: Net

O TEMPO PERDIDO














O Relicário
Autor: Manuel Mar.

O Tempo perdido!

O tempo passa e não volta mais,
E quem o perde fica mais pobre,
O tempo que cria nada encobre,
Por vezes descobre coisas banais.

Mas quem perde tempo a pensar,
Pode sempre encontrar sua sorte,
Porque quem pensa é mais forte,
Não se deixa facilmente enganar.

Para poupar o tempo pensa bem,
Se não pensares ele se vai embora,
Perder tempo não ajuda sua vida.

Tempo ganho dá ajuda a alguém,
Mesmo que se ganhe pouco à hora,
Pois assim não se perde a corrida.

Torres Novas, 10/05/2016
Foto: Net

ALDEIA BENDITA



























O Relicário
Autor: Manuel Mar.

Aldeia Bendita!

Com onze anos sai da aldeia,
Para viver numa boa cidade,
Era tão pouca a minha idade,
Fiquei triste a fazer cara feia.

Já tinha feito a quarta classe,
E nem pensava estudar mais,
Recebi a ordem de meus pais,
Não admitiam que recusasse.

Mas eu só gostava da aldeia,
Não queria ir para a cidade,
Que parecia grande de mais.

Assim, vivi lá na terra alheia,
Sozinho, de tão pouca idade,
E ninguém escutou meus ais.

Torres Novas, 10/05/2016

Foto: M.Mar

O FADO DO FORCADO




















Relicário do Fado
Autor: Manuel Mar.

O Fado do Forcado!

Nasce no Ribatejo na campina,
Para viver só no meio do gado,
Onde pode sentir que sua sina,
É ser um dia um moço-forcado.

Ali cresce procurando ter sorte,
De na vida poder ser campino,
Sentindo seu braço bem forte,
E confiando no amparo divino.

Bem cedo começa a trabalhar,
Sempre no meio do bravo gado,
Só pensando ser moço-forcado,
E um dia lá começa a treinar.

Entra num grupo de forcados,
Porque deseja os touros pegar,
Faz os treinos, ouve os recados,
Para poder os touros enfrentar.

No grupo começa por rabejar,
Participa em nobres touradas,
Porque quer os touros pagar,
E enfrentar as suas marradas.

Num belo dia lá foi escolhido,
Vai agarrar o touro de frente,
Tem coragem e é tão valente,
Pega bem no touro e é ferido.

Fica só algum tempo parado,
E assim que sarou essa ferida,
Volta de novo à mesma vida,
Porque é bom moço-forcado.

E agarrar um touro de frente,
É possuir coragem e valentia,
Mas ter a cabeça sempre fria,
É arte que atrai pouca gente.

Mas um moço-forcado é feliz,
Enfrenta o touro com bravura,
Embora às vezes parta o nariz,
Nunca pensa ser uma loucura.

Só mais tarde muda a atitude,
Porque a sua arte é arriscada,
Enfrentar a morte e por nada
É só de quem sente juventude.

Torres Novas, 10/06/2016
Foto: Net

segunda-feira, 9 de maio de 2016

NOITE INOLVIDÁVEL
















O Relicário
Autor: Manuel Mar.

Noite inolvidável!

Fui à janela ver estrelas
Numa noite cheia de luar
Todas elas eram tão belas
Que não podia imaginar
Como seria viver sem elas.

Acordei a minha amada
Que também ficou a ver
A Lua estava prateada
Meu amor queria saber
Se ela estava lá parada.

Eu respondi-lhe que não
Porque aqui podia cair
E daria tal trambolhão
Que nos poderia atingir
Se caísse toda no chão.

Era a noite de Lua Cheia
Que brilhava lá nos céus
Parecia a luz de candeia
Linda como os olhos teus
Mas fazia uma cara feia.

Só Deus manda em tudo
Sabe como tudo acontece
O luar parece ser veludo
Mas a ninguém aquece
E parece quedo e mudo.

Ficámos tão encantados
Mas acabámos com sono
Por estarmos já cansados
A Lua ficou com seu dono
E nós ficamos abraçados.

Torres Novas, 9/06/2016

Foto: Net

A CABANA DO AMOR



























O Meu Relicário
Autor: Manuel Mar.

A Cabana do Amor!

O amor que eu tinha
Na minha pobre Cabana
Era toda a minha vida
Esse amor era só meu
Tinha contado as estrelas
Que brilhavam nos céus
O bom amor que eu tinha
Até já tinha dito à lua
À calçada da minha rua
E agradecido a Deus.
Eu dava-me toda por ele
Nos meus lindos lençóis
Seus olhos eram faróis,
Que me iluminavam
Que até os meus olhos
Se reviravam de amor
Delirantes por sentir
Que esse amor era meu.
Mas ele foi um louco
Que de mim fugiu
Perdido por outra
Pouco ele me amava
Mas essa grande traição
Nunca terá o meu perdão
Pois lhe dei tanto amor
E ele tinha a outra também.
Agora só o quero esquecer
Embora sinta saudade
Mas a sua grande maldade
Matou a minha piedade
E acabou a nossa história
Já o limpei da memória.
E já disse às estrelas
Já contei tudo à lua
Até às pedras da rua
Contei a minha situação
Porque o amor dele
Que foi todo meu
Matou o meu coração
Mas só ele lá morreu!

Torres Novas, 9/05/2016

Foto: Net

BEIJAR É AMAR





















Relicário
Autor: Manuel Mar.

Beijar é Amar!

O desejo de um beijo
É um sentimento de amor
Quando a boca beija
É doce como o mel
O sabor do amor é doce
E deixa os lábios
Saborear toda a paixão
Guardado no coração
De quem ama.
Com o beijo de amor
O corpo todo se inflama
E essa intensa chama
Leva a sua amada
Ao gozo na sua cama.
Esse sabor encantado
É doce e viciante
Que acelera cada coração
E faz aumentar a tensão
Em união amada
E muito sagrada.
Esse amor terno que se sente
É a paixão encarnada
De dois num só coração
Com vida transcendente,
Que é simplesmente
A razão de viver.

Torres Novas, 9/05/2016

Foto: Net

domingo, 8 de maio de 2016

O AMOR NÃO TEM IDADE!?





















O Meu Relicário
Autor: Manuel Mar.

O AMOR NÃO TEM IDADE!?

Quem alcança a idade avançada,
Sabe que juventude não é eterna,
Porque o fogo da paixão hiberna,
A chama dos corpos fica apagada.

Mas o desejo do amor é espiritual,
E do vigor do corpo independente,
O seu esplendor vive eternamente,
Porque todo o amor é puro ideal.

Amor do idoso tem longa história,
Com imagens de seus dias vividos,
Que preservam a mútua memória.

O turbilhão dessa vida transitória,
 Em que maus dias são esquecidos,
 O seu mútuo amor é a sua glória.


Torres Novas, 8/05/2016

A VIDA É COMO ÁGUA CORRENTE



























RELICÁRIO
Autor: Manuel Mar.

A Vida é como Água Corrente!

A vida é como a fonte sagrada,
Onde a água fresca vai nascer,
Não descansa nem fica parada,
Tem boa água sempre a correr,
Toda a gente a bebe regalada,
E mata a sede para sobreviver
A fonte é de todos tão amada.

A vida é como a água corrente,
Que tem o seu destino marcado,
Como é o destino de toda gente,
Que nasce com ele todo traçado,
Mas todos temos vida diferente,
E ninguém se livra dum pecado,
Mas pedirá perdão certamente.

Das nascentes se formam os rios,
Que correm serenos até ao mar,
Mas enfrentam muitos desafios,
Que tem sempre de ultrapassar.
Nossa vida é tão igual à dos rios,
Trabalhar até boa vida alcançar,
Para se livrar dos dias sombrios.

Torres Novas, 8/05/2016
Foto: Net


SONHEI TER ASAS


























Relicário 
Autor: Manuel Mar.

Sonhei Ter Asas!

Se eu fosse um ser alado,
Andaria sempre a voar,
Viveria muito consolado,
Com o meu par ao lado,
Voaria até sobre o mar.

Até às nuvens iria subir,
Se eu tivesse boas asas,
Viveria sempre a sorrir,
A todo o lado podia ir
Voando sobre as casas.

Mas se umas asas tivesse,
Até carteiro eu podia ser,
E as cartas que houvesse,
Já não causariam estresse,
Porque as levaria a correr.

Subiria aos altos dos céus,
Com mensagens da terra,
Para as entregar a Deus,
E trazer os recados Seus,
Que todo o povo espera.

Mas como não tenho asas,
Um para delas queria ter,
Para pairar sobre as casas,
A mostrar as minhas asas,
E tão feliz, eu poderia ser.

Torres Novas, 8/05/2016

Foto: Net

AMOR PERDIDO


























  • Relicário do Fado
  • Autor: Manuel Mar

  • Amor Perdido!

  • Tu não vives mais ao meu lado
  • Mas ainda vives dentro de mim
  • E o meu coração tão magoado
  • Consegue ser feliz mesmo assim

  • Tu eras o homem da minha vida
  • Por Deus eu juro que é verdade
  • Quando me chamavas querida
  • Toda eu sentia muita felicidade

  • Quando tu eras como a abelha
  • Eu era apenas uma simples flor
  • A quem tu chamavas de aselha
  • Mas vivia muito cheia de amor

  • Há grande distância entre nós
  • Mas vivo ainda com muita paz
  • Já não me lembro da tua voz
  • Mas esquecer-te não sou capaz

  • Torres Novas, 8/05/2016
  • Foto: Net

sábado, 7 de maio de 2016

GRANDE TRISTEZA















O Meu Relicário
Autor: Manuel Mar.

Grande Tristeza!

Quem perde o seu amor adorado,
Fica a viver uma grande tristeza,
Porque o amor por sua natureza,
Sofre ao ver-se só e abandonado.

Ao perder um abraço acolhedor,
E o beijo da sua paixão ardente,
A sua alma vive tão descontente
Que faz o coração sofrer essa dor.

Mas o mundo em que nascemos,
Moram os pecados e as virtudes,
Tanta riqueza e tanta desgraça.

Temos alegria quando podemos,
Somos vítimas das más atitudes,
O mundo prevalece e tudo passa.

Torres Novas, 7/05/2016

Foto: Net