quarta-feira, 25 de maio de 2016

MULHER BONITA



























Relicário de Poesia
Autor: Manuel Mar.

Mulher Bonita!

Mulher bonita é uma flor de jardim,
E que a cada dia fica mais formosa,
O seu encanto e sua beleza sem fim,
O maravilhoso é tê-la ao pé de mim,
Bonita e cheirosa como a linda rosa.

Com o cabelo lindo e bem penteado,
E vestindo a roupa tão bem cuidada,
Ela vai causar a todos muito agrado,
Quando veste um vestido encarnado,
Até a circulação na rua fica parada.

Sai à rua com os lábios bem pintados,
As maçãs do seu rosto parecem romãs,
Com os seus longos cabelos aloirados,
Faz os homens parecerem os tarados,
Que ficam bêbados logo pela manhã.

A beleza da linda mulher até merece,
Levar bom fio de ouro no seu pescoço,
Todo o seu valor muito se engrandece,
E até o mais novo rapaz se enternece,
Por ver á sua frente um lindo tesouro.

“Estás tão bonita” ele lhe queria dizer,
Mas sentiu-se logo muito atrapalhado,
Com as pernas e todo o corpo a tremer,
Que lá se foi sorrateiramente esconder,
E deu a impressão de até se ter mijado.

Quem vê caras em vez de ver corações,
Há já muita e variada opinião escrita,
A mulher bonita atrai muitas atenções,
Mas tem o coração a viver mais ilusões,
Só a de bom coração merece ser bonita!

Torres Novas, 25/05/2016

 Foto: Net

terça-feira, 24 de maio de 2016

PARAÍSO DOS SONHOS





















Relicário de Poesia
Autor: Manuel Mar.

Paraíso dos Sonhos!

Ao contemplar a água da fonte
A correr serena tão lentamente,
Enquanto no céu e no horizonte,
Onde se vê o bem florido monte,
E tantas aves voam ternamente.

Do monte sopram brisas suaves,
Sinto no corpo muito bem-estar,
E tornam mais agitadas as aves,
Que fazem reviravoltas audazes,
Num grande redopio sem parar.

Tudo isto sinto nos meus sonhos,
Como se no paraíso caminhasse,
Entre os lindos anjinhos risonhos,
Vendo os seus grandes encantos,
Como se no céu me encontrasse.

Ao sol a ver desabrochar as rosas,
Sentindo na alma bater o coração,
E a saudade das carícias amorosas,
Que matavam as horas amargosas,
Desses dias da triste e cruel solidão.

Dos momentos que sonhando vivi,
Vendo tantas maravilhosas cenas,
No paraíso sonhado espero por ti,
Para passar contigo horas serenas,
O que desde sempre eu te prometi.

Torres Novas, 25/05/2016

Foto: Net

O PETRÓLEO É O DIABO

























Relicário de Poesia
Autor: Manuel Mar.

O Petróleo é o Diabo!

Mote
Já dizem que o petróleo é o diabo,
Sem deixar falar quem sabe disso,
Alguém vai pagar o compromisso,
E querem já mandar como Estado.

I
Quem assistiu ao “Prós e Contras”,
Da última Segunda-Feira passada,
Ouviu frases estudadas e já prontas,
A fazer uma campanha assanhada,
E já mostram que feitas bem contas,
O petróleo nem é preciso para nada,
E todos vivem lá bem com o turismo,
O petróleo seu negócio só estragaria,
O Algarve fez um grande alarmismo,
Na defesa serrada da sua soberania.

II
Os algarvios estão a defender o tema,
Utilizando já todas as forças políticas,
E colocam o país num grande dilema,
Mas no fundo não aceitam as críticas,
Julgando possuírem a razão suprema,
Utilizando as suas frases mais satíricas,
Com o desejo de encerrar o problema,
                 Mas no debate muito bem todos viram,
                 A ninguém lá a falar de forma serena,
                 E ficaram na mesma como chegaram.
                 III
                 Fazendo crítica a esse soberbo debate,
                 A D. Fátima Ferreira não esteve bem,
                 Os algarvios tocando os sinos a rebate,
Ficaram muito aquém todos também,
E quem sabia do que falava foi calado,
Pela gente algarvia e bem concertada,
Mas ninguém soube e de nenhum lado,
Nem sequer ninguém de forma isolada
Soube dizer se há petróleo em Portugal,
Só Deus sabe; mas Ele, nada leva a mal.
IV
Há doutores por ai com a licenciatura,
Tirada de forma fácil e inconsequente,
Mas esta vida cada vez fica mais dura,
Alguns julgam-se ser gente eloquente,
E cedo mostram a sua falta de cultura,
Mas com ideologia bem impertinente,
E depois vendem a sua alma ao diabo,
Só falam alto a fazer a demonstração,
Mas só mostram que ao-fim e ao cabo,
Ter pura ideologia e só de contestação.
V
Certo é que nem cá nem lá no Algarve,
Há petróleo oficial, só há algum cheiro,
Mas há gente pouco culta e tão alarve,
E capaz de chamar chuva ao nevoeiro.
Mas parece que e desde á oitenta anos,
Muita gente já gastou e muito dinheiro,
Á procura o ouro negro e teve só danos,
E de petróleo até hoje só ficou o cheiro,
Quem se julga esperto, dá falso alarme,
Mas afinal também lhes falta o charme.

Torres Novas, 24/05/2016

Foto: Net

INSPIRAÇÃO POÉTICA


























Relicário de Poesia
Autor: Manuel Mar.

Inspiração Poética!


A inspiração do poeta é natural,
E espontânea como seus sonhos,
Basta comer alguns medronhos,
Dorme e tem um sonho divinal.

Nem sei o que contem esse fruto,
Quando o como fico um bêbado,
Alegre e todo mesmo azombado,
Mas sentindo uma força de bruto.

Então, julguei ver tudo mais belo,
E com a inspiração extravagante,
Especial com doçura tão delirante.

E escrevi logo este poema singelo,
Já agarrado à minha bela amante,
Só ela me serviu de bom calmante.

Torres Novas, 24/05/2016

Foto: Net

A QUERELA DO PRESENTE





Relicário de Poesia
Autor: Manuel Mar.

A Querela do Presente!

Mote
A vida trás novos problemas,
No público e até no privado,
E a política que faz o Estado,
Sempre a agrava os dilemas.

I
E o que mais me custa a entender,
É como pensa até muita da gente,
Tiraram cursos sem nada aprender,
Mas julgam-se ser gente eloquente,
Mas muito do que dizem é de crer,
É só ideologia e bem impertinente,
Venderam sua alma toda ao diabo,
Falam alto a fazer a demonstração,
Mas mostram que ao-fim e ao cabo,
É pura ideologia só de contestação.
II
O certo é que enganam muita gente,
Prometendo tudo que por cá nem há,
Todo o País que temos presentemente,
Todos deveriam saber bem como está,
Desta forma viveremos eternamente,
Do que esse estrangeiro ainda nos dá,
Há muito vivemos à custa de credores,
Todos devem saber que isto é verdade,
Mas a cabeça desses novos pensadores,
Não entra mais esta terrível realidade.

III
Se o nosso Estado fizer contas a claro,
Chegará facilmente a uma conclusão,
O ensino do Estado lhe fica mais caro,
Do que a ajuda que ao particular dão,
E ainda por cima também não é raro,
Ver no privado dar melhor educação,
Por isso, como o poupar dá um ganho,
Contas bem-feitas vão-no demonstrar,
É preciso o ensino público ter empenho,
O Estado poupa ajudando o particular.

Torres Novas, 24/05/2016
Foto: Net

segunda-feira, 23 de maio de 2016

LOUCURA DE PAIXÃO

























Relicário de Poesia
Autor: Manuel Mar.

Loucura de Paixão!

Morrer por uma causa que não esqueço,
É uma morte absurda por algo ausente,
Um sentir ledo de viver tão descontente,
De ser vítima de acções que não mereço.

Foi a paixão que ainda me enlouquece,
Nadas que fazem triste o meu presente,
Sentir que diz a verdade quando mente,
E ignorando a frase que não se esquece.

Faleço no tormento contínuo de tortura,
Com que este corpo e minha alma aflijo,
Para ressuscitar em colossal sofrimento.

Por querer livrar-me de paixão obscura,
E devido ao que eu muito de mim exijo,
Estou esquecendo esse grande tormento.

Torres Novas, 24/05/2016

Foto: Net

DESEJO VIVER


























Relicário de Poesia
Autor: Manuel Mar.

Desejo Viver!

Gostava de viver os meus anseios,
Dormir a noite mas sonhar de dia,
Sentir-me feliz e a irradiar alegria,
Sem cobiçar nada dos bens alheios.

Gostava de continuar a ser cantor,
De tomar banho nas águas do rio,
E cantar os belos fados ao desafio,
Como fazia cheio de força e vigor.

Já tenho a idade muito avançada,
Até perdi a frescura da minha voz
E já faço a minha vida muito a sós,
Desfrutando de situação regalada.

Vivo sacudindo toda a monotonia,
Ao escrever alguns versos que faço,
Mas os meus músculos não são aço,
E do meu passado tenho nostalgia.

Vou vivendo conservando a alegria
Que tenho por continuar a escrever,
Desejo fazê-lo e até quando morrer,
E que muito distante esteja esse dia.

Desejo igual sorte aos meus amigos,
De quem espero deixar as saudades,
E que de mim só digam as verdades,
Perdoando meus deslizes cometidos.

Torres Novas, 24/05/2016

Foto: Manuel Mar.

A SORTE DA MENTIRA


















Relicário dos Prazeres
Autor: Manuel Mar.

A Sorte da Mentira!

Ninguém nasce já mentiroso,
A mentira é uma habilidade,
Até mente quem é poderoso,
Mente quem vive mais ocioso,
A mentira é só uma realidade.

Todo aquele que mente sabe,
Que pode ser logo apanhado,
Mas vale-se da falsa amizade,
Mente como diz uma verdade,
Isso às vezes dá bom resultado.

Há mentirosos muito especiais,
Conseguem enganar o pagode,
Parecendo serem bem normais,
Eles possuem de manhas fatais,
Que até o descrente as engole.

Porém o desaforo da mentira,
Dura apenas tempo limitado,
Quem pedras aos outros atira,
Até sua sorte depressa se vira,
E acaba duramente castigado.

Quem se refugiar na mentira,
Com medo de dizer a verdade,
Contra si mesmo que conspira
E perde a honra e a dignidade.

Torres Novas, 23/05/2016

Foto: Net

A REPÚBLICA DAS PALAVRAS
































Relicário dos Prazeres
Autor: Manuel Mar.

A República das Palavras!

Havia na república das palavras,
Muita força no seu severo poder,
Mas só desordem e mais fantasia,
Que lhes dava o prazer e alegria,
E poder loucas palavras escrever.

Antes tinha havido uma ditadura,
As palavras eram de pura poesia,
Os livros cheios de amor e ternura,
As pessoas eram cheias de candura,
Os versos eram hinos só de alegria.

Mas tudo isso o mau tempo levou,
Quando uma república mandava,
Muita desordem por lá se instalou,
Toda a filosofia em curso se mudou,
O país ficou pior do que já andava.

Na poesia entram novas palavras,
Até o calão passou a ser frequente,
Os poetas ao escreveram as lavras,
Faziam as palavras tão descaradas,
E apareceu a escreve toda a gente.

A boa poesia realmente se mudou,
E em alguns casos até se escondeu,
Muita regra antiga até já acabou,
Toda a gente conta o que sonhou,
E foi a nobre poesia quem perdeu.

Torres Novas, 22/05/2016

Foto: Net

TUDO ESTÁ DIFERENTE






Relicário de Poesia
Autor: Manuel Mar.

Tudo está diferente!

Hoje ninguém vive descansado,
Todos sabem que isso é verdade,
O mundo está cheio de maldade,
E talvez pior do que no passado.

A corrupção que anda por cima,
Já deu cabo do que tinha o país,
É preciso cortar o mal pela raiz,
O que seria grande obra-prima.

A polícia já maltrata toda gente,
Agora por dez réis de mel coado,
E já se escondem por todo o lado,
A multar à traição, é indecente.

Outrora havia tralho para todos,
Mas, agora só resta para alguns,
Sem que haja culpados nenhuns,
Culpa do povo e mando de tolos!?

Ver um irmão viver na pobreza,
Causa uma grande consternação,
Que se sente no fundo do coração,
Sempre com dor e muita tristeza.

O problema é que muita riqueza,
Na minha mais modesta opinião,
Se não foi sorte, alguém é ladrão,
É guardada com muita avareza.

Ao lado dessa riqueza acumulada,
Vive a miséria com muita tristeza,
Mas para acabar a fatal pobreza,
A gente pobre devia ser ajudada.

Torres Novas, 23/05/2016

Foto: Manfer

domingo, 22 de maio de 2016

A POESIA É AMOR


























Relicário de Poesia
Autor: Manuel Mar.

A Poesia é Amor!

O poeta que tem amor à poesia,
Por ela fica sempre apaixonado,
No caso de ser um poeta barato,
Já só escreve com a sua filosofia.

Quem ama mostra a sua paixão,
Que pode ser real ou falsificado.
Até para se cantar bem um fado,
É preciso amá-lo com o coração.

Por isso cheguei a esta conclusão,
A poesia só se faz com fé e amor,
É igual ao amor de pai pelo filho.

Pode ser errado ter esta opinião.
Quem de mim discordar, é favor
Me dissuadir falando com brilho.

Torres Novas, 23/05/2016

Foto: Net

DIA DO ABRAÇO 22 DE MAIO







































Relicário de Poesia
Autor: Manuel Mar.

O Dia do Abraço!

Dá-me um abraço apertado,
Que seja um aconchego amigo,
Que me alegre a minha vida,
E que amenize as minhas dores,
Que fale como os amores,
Seja afectuoso e forte,
E me deixe saudade do seu abraço.
Um abraço que pare o tempo,
E que me dê o seu do carinho,
Em sossego e devagarinho,
Com magia e muita amizade,
Bem sentido e apertado,
Como faz quem é amigo.
Como hei-de chamar a esse abraço:
Pura poesia, de força,
Abraço união, de suavidade,
Abraço consolo e compreensão,
De segurança, abraço verdade,
Abraço de cumplicidade!?
O que importa é a magia do abraço!
Porque senti vontade desse abraço.
Um abraço que traduza a amizade,
Mas sem saber entender,
O porquê dessa minha vontade
De abraçar toda a gente.
O abraço é um eterno tema.
Mas escute-me mais um momento…
Vou puxar pelo meu talento,
Para ver se algo invento,
Que transforme o abraço em poema.

Torres Novas, 22/05/2016

Foto: Net

VIANA DO CASTELO




























Relicário de Poesia
Autor: Manuel Mar.

Viana do Castelo!

É uma linda cidade sem rival,
À beira do rio e junto ao mar,
E que todos desejam ir visitar,
Bem ao norte deste Portugal.

E das suas grandes atracções,
O miradouro de Santa Luzia,
Mas só é a Nª. Sª. da Agonia
Que para lá leva as multidões.

Esta terra de gente com garra,
Mostra a força dos Portugueses,
Tem o Pelourinho de Lanheses,
E o Forte de Santiago da Barra.

O património de Viana do Castelo,
Tem mais tesouros e mais riqueza,
Mas também por lá há a pobreza
Que procura um futuro feliz e belo.

Mas para acabar a fatal pobreza,
Gente pobre dever mais ajudada,
Ao lado dessa riqueza acumulada,
Vive a miséria com muita tristeza.

E tem as campinas ricas e vistosas,
Cheias de gado, com juntas de bois,
Que puxam os carros sempre a dois,
Guiados por moças muito formosas.

Torres Novas, 22/05/2016
Foto: Net