sexta-feira, 1 de julho de 2016

AMOR IMENSO



























Manuel Mar. ”Poesia”

AMOR IMENSO

Amei-te imensamente de verdade,
Com toda a alma e todo o coração,
Agradeci a Deus, rezei uma oração,
Com amor puro e feliz na realidade.

Amei-te e dei-te toda a liberdade,
Confiando cegamente num destino,
Levei a vida de devotado peregrino,
Fazendo o farnel para a eternidade.

Só fui pago com a malícia de diabo,
À solidão do inferno fui condenado,
Pela volúpia do teu amor intestino.

Eu fiquei na minha cruz pendurado,
Bem livre de ti mas sendo repudiado,
Pela sorte que me reservou o destino.

Manuel Mar.
Torres Novas, 1/07/2016

Foto: Net

A DITOSA FLOR





































Manuel Mar.”Poesia”

A Ditosa Flor!

A natureza é linda na Primavera,
Ficam os campos cobertos de flores,
Sabe bem passear lá com os amores,
Mas quem os não tem se desespera.

Quem não os tem que vá procurar,
E se não sabe peça a quem souber,
Para casar a ninguém falte mulher
Pois a ninguém o amor há-de faltar.

Bastará ir ao jardim colher as flores,
E onde há flores, as mulheres lá vão,
E poderás escolher lá o que quiseres.

Quem não tem sorte com os amores,
É porque não lhes dá a consideração,
A ditosa flor precisa só que a esmeres.

Manuel Mar.
Torres Novas, 1/07/2016

Foto: Net

O AMOR TÍMIDO































Manuel Mar. “Poesia”

O AMOR TÍMIDO

O amor é tímido por natureza,
Não se revela nada facilmente,
Porque só aparece de surpresa,
Mas chega com toda a certeza,
Que faz moça em tanta gente.

O tímido gosta pouco de falar,
É mais difícil dizer o que sente,
Mas esse segredo quer guardar,
Porém enquanto não o revelar,
Sofre calado muito duramente.

Se vê a pessoa amada fica feliz,
Mas olha-la de frente não pode,
E apenas o breve Adeus lhe diz,
Que lhe deixa o coração infeliz,
Mas nem o seu Deus lhe acode.

Tenta falar e não lhe diz nada
Passa os dias só nela a pensar,
Então lá escreve à sua amada,
Linda carta tão bem pensada,
A dizer que com ela quer casar.

E enquanto ela não responde,
O rapaz vive tanta ansiedade,
Que dos outros até se esconde,
Mas lá vai até à Igreja aonde,
Implora a Deus a sua piedade.

No dia seguinte recebe correio,
E abriu a carta muito vagaroso,
No coração tinha amor e receio,
Mas essa carta, mesmo no meio,
Aceitava o seu amor extremoso.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,1/07/2016

 Foto: Net

LEMBRANÇAS DO PASSADO































Manuel Mar. “Poesia”

Lembranças do passado!

Nos meus tempos de menino encantado,
O mundo que eu conhecia era o paraíso,
Na família à qual eu estava bem ligado,
Não me faltava nada tudo me era dado,
Mas eu era ainda criança de pouco ciso.

Tudo mudou quando fui para a escola,
Era o mundo novo que eu desconhecia,
Ia bem carregado com a minha sacola,
A professora ensinava o que ela queria,
Mas eu pouco conseguia meter na tola.

Depois à noite lá em casa tudo mudou,
Era o meu pai que me queria ensinar,
E a minha mãe também nisso ajudou,
Durante muito tempo assim se passou,
E eu ainda o que queria era só brincar.

Pouco a pouco, eu lá fui aprendendo,
Passei ano a ano até à quarta classe,
O tempo passava a vida ia correndo,
E eu sempre muito nos livros ia lendo,
A fazer que o meu saber se alargasse.

São estas lembranças de adolescente,
Que sempre mantive no pensamento,
Quer no passado e como no presente,
Me fizeram ser muito mais consciente,
De que a vida é bela a cada momento.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,1/07/2016

 Foto: Net

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O MAR PORTUGUÊS

























Manuel Mar. “Poesia”

O MAR PORTUGUÊS

Avançando sobre as ondas do mar,
Portugal lançou imensas caravelas,
Com vento soprando sobre as velas,
Descobriu terras e por lá quis ficar.

Portugal fez um império grandioso,
Espalhado em diversos continentes,
Bons feitos de portugueses valentes,
Que fizeram Portugal mais glorioso.

Conquistando tantos mundos novos,
Foste maior entre as nobres nações,
Com muitas grandiosas expedições,
Ensinaste a fé em Deus a esses povos.

O mundo mudou e muito perdemos,
Só permanecem os feitos da história,
E os agraves de que temos memória,
Fomos espoliados sem o merecermos.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 30/06/2016

Foto: Net

A FAMA DO POETA


























Manuel Mar. “Poesia”

A FAMA DO POETA

A classificação formal da poesia,
Abrange multivariados factores,
E é mister de extrema sabedoria,
É a arte que encerra tal fantasia,
Só para especialistas e doutores.

É uma arte que não se aprende
Nos bancos de qualquer escola,
O poeta nunca na vida se rende,
O que escreve sempre depende,
Do estado de alma e da bitola.

O poeta é um ser de alma livre,
Devotado à mais alta perfeição,
Não é atleta de finta ou drible,
Nem sequer “le garçon terrible”
Mas é um ser com puro coração.

O poeta deve saber da sua arte,
Depois de possuir o próprio jeito,
O que pensa por outros reparte,
E sempre sujeito a viver à parte,
Porque quer ser sempre perfeito.

O poeta encerra no pensamento,
A imensidão de estados de alma,
E revê em cada exacto momento,
Tudo o que tem no conhecimento,
E escreve com perfeição e calma.

Essa poesia tem sabor e mestria,
E com arte sabiamente apurada,
Cheia do vigor e suprema magia,
A mostrar sua magistral filosofia,
Que a sua fama fica consagrada.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,30/06/2016

 Foto: FEBO

A FAMA DO POETA


























Manuel Mar. “Poesia”

A FAMA DO POETA

A classificação formal da poesia,
Abrange multivariados factores,
E é mister de extrema sabedoria,
É a arte que encerra tal fantasia,
Só para especialistas e doutores.

É uma arte que não se aprende
Nos bancos de qualquer escola,
O poeta nunca na vida se rende,
O que escreve sempre depende,
Do estado de alma e da bitola.

O poeta é um ser de alma livre,
Devotado à mais alta perfeição,
Não é atleta de finta ou drible,
Nem sequer “le garçon terrible”
Mas é um ser com puro coração.

O poeta deve saber da sua arte,
Depois de possuir o próprio jeito,
O que pensa por outros reparte,
E sempre sujeito a viver à parte,
Porque quer ser sempre perfeito.

O poeta encerra no pensamento,
A imensidão de estados de alma,
E revê em cada exacto momento,
Tudo o que tem no conhecimento,
E escreve com perfeição e calma.

Essa poesia tem sabor e mestria,
E com arte sabiamente apurada,
Cheia do vigor e suprema magia,
A mostrar sua magistral filosofia,
Que a sua fama fica consagrada.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,30/06/2016

 Foto: FEBO

O AMOR PASSIONAL






































Manuel Mar. “Poesia”

O Amor Passional!

De todas as formas de amor da vida,
Há uma maior e sempre a principal,
E tanto à vista como bem escondida,
Ela será sempre a mãe da nossa vida,
E tem na sua base o amor passional.

Mas no mundo há tantas dualidades,
Também existe amor puro e impuro,
E sempre o imenso rol de variedades,
Vivendo de mentiras e de verdades,
E disso depende o mundo do futuro.

A amor impuro é o negócio do sexo,
E que se vende com Lei ou sem ela,
No mundo cada vez mais complexo,
De tantas vidas perdidas sem nexo,
Mas dá dinheiro fácil à mulher bela!?

O mais antigo negócio deste mundo,
Anda sempre e de vento em poupa,
Apesar do seu carácter tão imundo,
Que é bem pago por cada segundo,
Que só é visto como uma suja roupa.

Roupa que depois de lavada é nova,
E que logo a seguir é posta à venda,
E o cliente nem exige nada de prova,
Mete-se nessa já muito lavada cova,
E bem aliviado deixa lá uma prenda.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,30/06/2016

 Foto: Net

DESABAFO DE ALMA































Manuel Mar. ”Poesia”

DESABAFO DE ALMA

Sofrer a ausência de um amor perdido,
Pode parecer um acto muito irracional,
É sofrer os efeitos de um pecado mortal,
O qual, na verdade, nunca foi cometido.

Mas ao libertar-me dessa imensa paixão,
Vivida intensamente e sendo unilateral,
Ao sentir morrer a minha alma imortal,
Vive mágoa bem dentro do meu coração.

Ele partiu sem deixar qualquer saudade,
Mas o meu amor-próprio ficou esmagado,
É tão difícil conseguir fazê-lo ressuscitar.

Mas eu quero viver amando só a verdade,
E esquecer o mal que sofri nesse passado,
Na esperança de melhor futuro alcançar.

Manuel Mar.
®
29/06/2016

Foto: Net

O FARSANTE









































CÂNDIDO ROSA “POESIA”

O FARSANTE

De chapéu e todo bem aperaltado,
Desce à rua para ir ganhar a vida,
Entra na tasca sempre humorado,
Mas vai pregar mais uma partida,
A qualquer um pobre desgraçado.


Encostado ao balcão, fica à espera.
Lá chega mais um e mete conversa,
Faz que o conhece já de outra era,
E mostrando que dele se interessa,
Com as artimanhas da melhor fera.

A vítima ao sentir-se bem tratada,
Pede para ambos comida e bebida.
O farsante com manha preparada,
Come e bebe à custa dele e à saída,
Ainda pede uma nota emprestada.

Há gente assim a viver disfarçada,
Que com mais lata que o ministro,
Vive nos outros muito pendurada,
O que ainda é grave e até sinistro,
É terem uma vida bem governada.

CÂNDIDO ROSA
®
30/06/2016
Foto: Net







quarta-feira, 29 de junho de 2016

A HISTÓRIA DA VIDA































CÂNDIDO ROSA "POESIA"

A HISTÓRIA DA VIDA

Desde o nascer e até à sepultura,
A distância é o tempo para viver,
Uns terão vida boa, outros, dura,
Porque a vida é só uma aventura,
Que dura só do nascer ao morrer.

O que viemos nós ao mundo fazer?
Todos perguntam, ninguém sabe,
Mas de tudo nos poderá acontecer,
Quer sigamos devagar ou a correr,
A não ser que antes tudo se acabe.

E Deus falou através dos profetas,
Dizendo tudo com as linhas gerais,
Uns foram sábios e outros patetas,
O homem já fez tantas descobertas,
E toda a gente quer ter ainda mais.

A espécie humana foi gerada do pó
Da Terra e com alma sobrenatural,
E como o homem andava muito só,
Deus, condoeu-se e com imenso dó,
E fez a mulher companheira ideal.

Esse par vivia no paraíso terreno,
E entre anjos, diabos e os animais.
Desobedeceram ao Deus supremo,
Fazendo os seus pecados originais,
Mas a culpada foi a cobra do demo.

Deus mandou o Anjo dali expulsar
O homem pecador e já feito mortal,
Que obrigou o homem a trabalhar,
E no mundo nascer viver e morrer
Até à prometida ressurreição final.

CANDIDO ROSA
®
29/06/2016

Foto: Net

A METÁFORA DAS ROSAS






































CANDIDO ROSA "POESIA"
A METÁFORA DAS ROSAS

Há quem diga que mulheres são flores,
Talvez pensando no milagre das rosas,
Da Santa a quem o povo pedia favores,
E, Ela escondia o que ia dar aos pobres,
Mostrando Rei serem rosas e formosas.

Há mulheres que são lindas como rosas,
Mais estimadas que as flores do jardim,
Seios em flor, esbeltas, e bem cheirosas,
Que se fazem em esposas, tão amorosas,
De uma bondade e ternura sem ter fim.

Ninguém duvida dessa beleza das rosas,
Até o homem escolhe uns molhos delas,
E oferece à namorada as mais formosas
E à sogra da namora leva algumas delas,
Para que as suas casas fiquem cheirosas.

Mas neste mundo florido algo se destaca,
E talvez não sejam mistérios da natureza,
Ou coisas ditas de forma simples e exacta,
A roseira se reproduz por meio de estaca,
A mulher só leva com a estaca em beleza.

CANDIDO ROSA
®
28/06/2016

Foto: Net

OBSESSÃO AMOROSA






































CÂNDIDO ROSA "POESIA"

OBSESSÃO AMOROSA

Vivo tão obcecada com o meu amor,
Numa escravidão que me martiriza,
A minha alma, quase que se agoniza,
No meu coração sinto tristeza e dor.

Só penso que meu amor vou perder,
Embora eu não veja nenhuma razão,
Mas ataca-me tão profunda obsessão,
O convencimento que me faz sofrer.

O contacto com o seu corpo é o fogo
Que me abrasa de prazer tão divinal,
Que só me sinto bem nos seus braços.

E fora deles sinto-me como num jogo,
Mas quando acaba, sofro perda total,
Que eu fico obcecada sem os abraços.

ANA ROSA
®
29/06/2016

Foto: Net

NÃO VOU DESISTIR






































CÂNDIDO ROSA "POESIA"

Não vou desistir!

Não vou desistir de ter vida feliz,
Nem me vergarei às dificuldades,
Estou farta de imensas falsidades,
Eu hei-de viver como sempre quis.

Enquanto tiver um fôlego de vida,
E mais derrotas eu tenha de sofrer,
Eu não aceitarei nunca ter de viver,
Como se eu fosse a mulher perdida.

Quem me quiser terá de me jurar,
Que nunca na vida me dará sofrer,
E não usar de nenhuma falsidade.

Desejo ser amada por quem amar,
Durante toda a vida e até morrer,
Dentro da verdade e sinceridade.

CANDIDO ROSA
®
29/06/2016

Foto: Net

DESABAFO DE ALMA



























ANA ROSA “POETISA”

DESABAFO DE ALMA

Sofrer a ausência de um amor perdido,
Pode parecer um acto muito irracional,
É sofrer os efeitos de um pecado mortal,
O qual, na verdade, nunca foi cometido.

Mas ao libertar-me dessa imensa paixão,
Vivida intensamente e sendo unilateral,
Ao sentir morrer a minha alma imortal,
Vive mágoa bem dentro do meu coração.

Ele partiu sem deixar qualquer saudade,
Mas o meu amor-próprio ficou esmagado,
É tão difícil conseguir fazê-lo ressuscitar.

Mas eu quero viver amando só a verdade,
E esquecer o mal que sofri nesse passado,
Na esperança de melhor futuro alcançar.

ANA ROSA
®
29/06/2016

Foto: Net