segunda-feira, 4 de julho de 2016

MULHER SEDUTORA







































Manuel Mar. “Poesia”

MULHER SEDUTORA

A mulher formosa e bela é atraente,
E possui no olhar uma eterna magia,
Hipnotiza as presas como a serpente,
A todos seduz com o corpo e a mente,
E se apresenta com grande simpatia.

É uma abelha que suga o mel da flor,
Vive com álibis formatados de ilusão,
Cria a atmosfera de nuvens de amor,
Em ambiente manobrado a seu favor,
Como a folha caída repousa no chão.

Usa as curvas do corpo ao conquistar,
Mostra tudo se a saia o vento levanta,
E mostra-se de bikini à beira do mar,
Os apaixonados vão-se logo declarar,
E à noite faz-se logo uma bela janta.

E então parece uma estrela a brilhar,
E quente como o Sol quando faz calor,
Como formosa donzela ela sabe amar,
Começa a falar no seu gosto de casar,
O rapaz fica derretido cheio de amor.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,4/07/2016

 Foto: Net

O AMOR




























Manuel Mar. Tradução

O Amor!

A melhor maneira de descrever o amor é a que,
Quando você achar que é ele abre a sua alma,
E define todas as emoções,
Você sente-se livre para voar…
A nova estrada é a descer
Para ver a luz no fim do túnel
E a paz de espírito para desfrutar
Cada dia que você acordar e abrir os olhos
E vir um mundo do seu próprio amor
Para pintar as imagens
Em lotes de cores diferentes:
A cor vermelha para a meia-noite e a paixão;
O amarelo para os sorrisos felizes;
O verde para as novas pastagens e dias cheirando a todas
As belas flores;
O azul para os altos céus;
O rosa para as areias das praias;
Mundos criados pelo poder do sentimento especial
Que só o amor nos pode trazer.

Poema da autora inglesa:
ROSIE FIELDING
®
Torres Novas, 4/07/2016

Foto: Net

NOITE CHUVOSA
























Manuel Mar.”Poesia”

NOITE CHUVOSA

Sem avisar a noite chuvosa desabou,
Em pleno Verão não estava a contar,
Assustei-me, parecia ladrão a roubar,
Dada a surpresa com que ela chegou.

Fui logo à janela ver o que se passava,
Era o granizo que batia lá no portão,
Que me dava mesmo uma impressão,
Que seria alguém que por ali andava.

Mas afinal era a chuva e só a brincar,
Fazendo o granizo bater e bem saltar,
E lá passei o resto da noite sem dormir,

Na cabeça era só lá alguém a roubar,
Os ladrões andam cá e vão continuar,
Sem se saber a quem protecção pedir.

Manuel Mar.
Torres Novas, 4/07/2016

Foto: Net

O MUNDO DO AMOR








































Manuel Mar. ”Poesia”

O Mundo do Amor!

Nos teus abraços sinto-me feliz,
A viver no mundo do teu amor,
Deus deu-me quem tanto quis,
A Ele, agradeço o grande favor.

Amo-te tanto de corpo e alma,
Que até me esqueço já de mim,
O teu amor e a tua doce calma,
São grande maravilha sem fim.

Eu sou feliz e a cada momento,
Quando te tenho ao meu lado,
Sinto-me amado neste mundo.

Trago-te no meu pensamento,
Tu és o meu amor tão adorado,
Sou um homem feliz e jucundo.

Manuel Mar.
Torres Novas, 4/07/2016

Foto: Net

domingo, 3 de julho de 2016

OS DESENCONTROS DA VIDA







































Manuel Mar. “Poesia”

OS DESENCONTROS DA VIDA

Quando eu era ainda pequeno,
Mas andava já na quarta classe,
Uma cachopa fez-me um aceno,
Que fiquei impávido mas sereno,
À espera que ela depois voltasse.

Esperei mas ela não mais voltou,
Porém eu sabia onde ela morava,
Sonhava e o sonho nunca acabou,
Mas a cabeça tanto nela pensou,
Fui lá a pé a ver se a encontrava.

Mas eu não tive a sorte de a ver,
Voltei com o pé pelo sapato roído,
Cada vez mais me estava a doer,
Mas ainda lá consegui algo saber,
O que com ela tinha acontecido.

O pai dela já lá não trabalhava,
Já tinha seguido para outro lado,
E ninguém da família la morava,
E a minha sorte assim se acabava,
Mas não fiquei nada conformado.

E depois de a quarta classe fazer,
Fui estudar para uma boa cidade,
Mas à espera de algum dia a ver,
Anos depois fiquei triste ao saber,
Ela já se tinha casado na verdade.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,4/07/2016

 Foto: Net

sábado, 2 de julho de 2016

O MUNDO EM ABISMO


























Manuel Mar. “Poesia”

O Mundo em Abismo!

Fujam ó palavras simples e bonitas!
Os terroristas vos querem já matar!
Escondam-se para a vida se salvar!
Das mãos assassinas dos trogloditas.

Esta Terra é já um abismo imundo,
Onde o mal vive e reina à vontade,
Cada vez é mais cruel sua maldade,
O Daesh já mata em todo o Mundo.

Ó homens livres é hora de cruzada,
É urgente rechaçar já o terrorismo,
É necessário apelar já ao heroísmo,
E reestabelecer a ordem quebrada.

Ó povos livres e senhores do Mundo,
É preciso desfraldar já as bandeiras,
Para irradiar tal mal das fronteiras,
Esse flagelo que paira e tão imundo.

Para ter paz é preciso fazer guerra,
Sempre assim foi e assim terá de ser,
O pior mal ainda poderá aparecer,
Se o terrorismo não acabar na terra.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 2/07/2016
Foto: Terrorismo em França

VERSOS DE AMOR



































Manuel Mar. “Poesia”

VERSOS DE AMOR

Os versos de amor são terna melodia,
Cheios de sinceridade e imenso amor,
E são criados com a paixão e alegria,
Que desenvolvem na alma tal magia,
E que faz o amante ser tão sonhador.

Versos de amor são puro sentimento,
De quem se sente muito apaixonado,
E pensa na amada a cada momento,
Sentindo já nascer muito sofrimento,
Sem ter coragem de se ter declarado.

O amor é pensativo e contemplativo,
Sempre com receio de ter pouca sorte,
Arranja sempre um qualquer motivo,
O que o impede de ser mais decidido,
Que chega até a pensar na sua morte.

Mas o pensar que a vida são dois dias,
Toma logo a sua tão corajosa decisão,
De acabar de vez com as tais teorias,
Que lhe estavam a matar as alegrias
Vai-lhe escrever, com alma e coração.

A carta de amor era a sua esperança,
De conquistar a mulher tão adorada,
Escolheu palavras com perseverança,
Confessando a sua paixão imaculada,
Recebeu a resposta que ele desejava.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,2/07/2016

 Foto: Net

O ESSENCIAL É VIVER





























Manuel Mar. ”Poesia”

O Essencial é Viver!

O essencial é viver com alegria,
Só é preciso dormir o que baste,
Mas se essa decisão já tomaste,
Vai correr bem todo o teu dia.

Nunca devemos viver parados,
O corpo precisa de movimento,
As almas necessitam de alento,
Se tiver exercícios complicados.

Mas dar uma volta de bicicleta,
É a grande ajuda à forma física,
Sem percorrer grande distância.

Acabará em forma como atleta,
Parecendo ser de classe artística,
Tendo adquirido mais elegância.

Manuel Mar.
Torres Novas, 2/07/2016

Foto: Net

O UNIVERSO DOS SENTIDOS























Manuel Mar.”Poesia”

O UNIVERSO DOS SENTIDOS

O universo dos sentidos humanos,
Que é formado apenas por cinco,
São subdivididos conforme sinto,
Entre: Os sentidos bons e insanos.

Quem tem as qualidades morais,
Faz sempre o bem e nunca o mal,
E o seu comportamento é normal,
Defende para todos direitos iguais.

A VISÃO dá-nos todas as imagens,
A AUDIÇÃO do som mau e o bom,
O OLFACTO o cheiro mau e o bom,

O PALADAR, gosto do mau e bom,
O TACTO das mãos e zonas do corpo,
É tudo para decifrar as mensagens.

Manuel Mar.
Torres Novas, 2/07/2016

Foto: Net

LINDA E SERENA


























Manuel Mar.”Poesia”

Linda e Serena!

Descalça e com o cântaro à cabeça,
A linda morena traz água da fonte,
Mas escorrega ao passar pela ponte,
E aguarda que alguém lá apareça.

Essa coitada ficou toda encharcada,
E muito aflita com aquela situação,
Até parecia que partira seu coração,
Afinal era só uma perna magoada.

Mas quem a viu ao sair da sua casa,
E seguindo tão serena, muito linda,
Ao vê-la, assim, ficou consternado,

Levou-lhe uma bilha cheia pela asa,
Que ela logo agradeceu e ele ainda
A levou para sua casa com cuidado.

Manuel Mar.
Torres Novas, 1/07/2016

Foto: Net

O POETA LIBERTÁRIO







































Manuel Mar. ”Poesia”

O Poeta Libertário!

Aquele que poeta-livre se declara,
Pondo de lado a métrica e a rima,
Pode ser livre mas a poesia prima,
Só quem a escreve de forma clara.

Escrever montes de palavras ditas,
Sem observar as regras da poesia,
Podem conter arte e até fantasia,
Mas, são falsa poesia e malditas.

“Declaro-me liberto da inspiração”
“Que vá à fava a métrica e a rima”
Já vi muito libertário, isso declarar.

Mas eu, na minha pobre convicção,
Só pode fazer qualquer obra-prima,
Poeta inspirado que a saiba amar.

Manuel Mar.
Torres Novas, 2/07/2016

Foto: James Guillaume

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A SABEDORIA






































Manuel Mar. “Poesia”

A SABEDORIA

A sabedoria é o conhecimento,
Que uma pessoa bem instruída,
Aprende mais a cada momento,
Com inteligência desenvolvida.

E nenhuma sabedoria é inata,
Pois ninguém nasce ensinado,
É o que se aprende com data,
E fica no cérebro acumulado.

É dependente da capacidade,
Que o cérebro sempre contem,
Varia sempre com cada idade,
E é património de quem a tem.

Por vezes é como a mercadoria,
Aluga-se compra-se e se vende,
A natureza de toda a sabedoria,
É o conhecimento e muito rende.

A sabedoria é fruto da cultura,
Tem carater sempre universal,
Tanto pode ser bem como mal,
Conforme a consciência é pura.

De facto o que é tão engraçado:
Há tanto parvo e que tudo sabe;
Enquanto o sábio mais afamado,
Confessa sempre que pouco sabe.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 1/07/2016

Foto: Net

AMOR IMENSO



























Manuel Mar. ”Poesia”

AMOR IMENSO

Amei-te imensamente de verdade,
Com toda a alma e todo o coração,
Agradeci a Deus, rezei uma oração,
Com amor puro e feliz na realidade.

Amei-te e dei-te toda a liberdade,
Confiando cegamente num destino,
Levei a vida de devotado peregrino,
Fazendo o farnel para a eternidade.

Só fui pago com a malícia de diabo,
À solidão do inferno fui condenado,
Pela volúpia do teu amor intestino.

Eu fiquei na minha cruz pendurado,
Bem livre de ti mas sendo repudiado,
Pela sorte que me reservou o destino.

Manuel Mar.
Torres Novas, 1/07/2016

Foto: Net

A DITOSA FLOR





































Manuel Mar.”Poesia”

A Ditosa Flor!

A natureza é linda na Primavera,
Ficam os campos cobertos de flores,
Sabe bem passear lá com os amores,
Mas quem os não tem se desespera.

Quem não os tem que vá procurar,
E se não sabe peça a quem souber,
Para casar a ninguém falte mulher
Pois a ninguém o amor há-de faltar.

Bastará ir ao jardim colher as flores,
E onde há flores, as mulheres lá vão,
E poderás escolher lá o que quiseres.

Quem não tem sorte com os amores,
É porque não lhes dá a consideração,
A ditosa flor precisa só que a esmeres.

Manuel Mar.
Torres Novas, 1/07/2016

Foto: Net

O AMOR TÍMIDO































Manuel Mar. “Poesia”

O AMOR TÍMIDO

O amor é tímido por natureza,
Não se revela nada facilmente,
Porque só aparece de surpresa,
Mas chega com toda a certeza,
Que faz moça em tanta gente.

O tímido gosta pouco de falar,
É mais difícil dizer o que sente,
Mas esse segredo quer guardar,
Porém enquanto não o revelar,
Sofre calado muito duramente.

Se vê a pessoa amada fica feliz,
Mas olha-la de frente não pode,
E apenas o breve Adeus lhe diz,
Que lhe deixa o coração infeliz,
Mas nem o seu Deus lhe acode.

Tenta falar e não lhe diz nada
Passa os dias só nela a pensar,
Então lá escreve à sua amada,
Linda carta tão bem pensada,
A dizer que com ela quer casar.

E enquanto ela não responde,
O rapaz vive tanta ansiedade,
Que dos outros até se esconde,
Mas lá vai até à Igreja aonde,
Implora a Deus a sua piedade.

No dia seguinte recebe correio,
E abriu a carta muito vagaroso,
No coração tinha amor e receio,
Mas essa carta, mesmo no meio,
Aceitava o seu amor extremoso.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,1/07/2016

 Foto: Net

LEMBRANÇAS DO PASSADO































Manuel Mar. “Poesia”

Lembranças do passado!

Nos meus tempos de menino encantado,
O mundo que eu conhecia era o paraíso,
Na família à qual eu estava bem ligado,
Não me faltava nada tudo me era dado,
Mas eu era ainda criança de pouco ciso.

Tudo mudou quando fui para a escola,
Era o mundo novo que eu desconhecia,
Ia bem carregado com a minha sacola,
A professora ensinava o que ela queria,
Mas eu pouco conseguia meter na tola.

Depois à noite lá em casa tudo mudou,
Era o meu pai que me queria ensinar,
E a minha mãe também nisso ajudou,
Durante muito tempo assim se passou,
E eu ainda o que queria era só brincar.

Pouco a pouco, eu lá fui aprendendo,
Passei ano a ano até à quarta classe,
O tempo passava a vida ia correndo,
E eu sempre muito nos livros ia lendo,
A fazer que o meu saber se alargasse.

São estas lembranças de adolescente,
Que sempre mantive no pensamento,
Quer no passado e como no presente,
Me fizeram ser muito mais consciente,
De que a vida é bela a cada momento.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,1/07/2016

 Foto: Net