sábado, 23 de julho de 2016

O AMOR TOTAL





























Manuel Mar. ”Poesia”

O AMOR TOTAL

Amor total é a paixão exacerbada
De quem tudo faz só para ser feliz
No seu ideal só impera essa matriz
Do querer ter tudo ou não ter nada!

Mas viver com esse arriscado ideal
Que não depende da sua vontade
Pode usurpar à face da igualdade
O que no amor é a ideia principal!

Porque o amor total é só um mito
E em alguns casos fere com delito
A quem jurou amar totalmente!

Se no casal o amor deve ser total
Deve viver e de forma universal
E manter a relação cordialmente.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 23/07/2016

Foto: Net

O AMOR TOTAL





























Manuel Mar. ”Poesia”

O AMOR TOTAL

Amor total é a paixão exacerbada
De quem tudo faz só para ser feliz
No seu ideal só impera essa matriz
Do querer ter tudo ou não ter nada!

Mas viver com esse arriscado ideal
Que não depende da sua vontade
Pode usurpar à face da igualdade
O que no amor é a ideia principal!

Porque o amor total é só um mito
E em alguns casos fere com delito
A quem jurou amar totalmente!

Se no casal o amor deve ser total
Deve viver e de forma universal
E manter a relação cordialmente.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 23/07/2016

Foto: Net

A ESSÊNCIA DO AMOR

























Manuel Mar. ”Poesia”

A ESSÊNCIA DO AMOR

A essência do amor é o puro desejo
De querer possuir o corpo e a alma
Com imensa segurança, mas calma
A quem se quer amar e dar o beijo!

O amor habita em qualquer cabeça
Mas agita de forma geral o coração
E que cresce e se transforma paixão
Que vence tudo e às vezes tropeça!

A força do amor é tão extravagante
Que é meiga e fiel a todo o instante
Mas se perde se transforma em ódio!

Se, neste mundo, reinasse só o amor?
A nossa situação seria muito melhor
Sem se sofrer do actual pandemónio!

Manuel Mar.
Torres Novas, 23/07/2016

Foto: Net

A ESSÊNCIA DO AMOR

























Manuel Mar. ”Poesia”

A ESSÊNCIA DO AMOR

A essência do amor é o puro desejo
De querer possuir o corpo e a alma
Com imensa segurança, mas calma
A quem se quer amar e dar o beijo!

O amor habita em qualquer cabeça
Mas agita de forma geral o coração
E que cresce e se transforma paixão
Que vence tudo e às vezes tropeça!

A força do amor é tão extravagante
Que é meiga e fiel a todo o instante
Mas se perde se transforma em ódio!

Se, neste mundo, reinasse só o amor?
A nossa situação seria muito melhor
Sem se sofrer do actual pandemónio!

Manuel Mar.
Torres Novas, 23/07/2016

Foto: Net

quinta-feira, 21 de julho de 2016

A ESTRELA POLAR









































Relicário de Poesia

A ESTRELA POLAR


A estrelinha do norte,
Tem lugar destacado,
Não é estrela da sorte,
Mas é ponto marcado.

Quem não tem o norte,
Para se poder orientar,
Olhe lá a Estrela Polar,
É o ponto da sua sorte.

Quem for desorientado,
Nem precisa de ir rezar,
O norte lá está marcado,
Para a gente se orientar.

Se acaso perder o norte,
Nunca perca essa estrela,
Não é a estrela da sorte,
Mas é sorte poder vê-la.

Para de dia se orientar,
O Sol é o ponto Nascente,
Mas quando ele se deitar,
Dorme no ponto Poente.

Se vir o Sol ao seu nascer,
O Norte à esquerda está,
Sobe dá o Sul, já a descer,
Ao Poente já luz não dá.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,21/07/2016
Foto: Net

A ESTRELA POLAR









































Relicário de Poesia

A ESTRELA POLAR


A estrelinha do norte,
Tem lugar destacado,
Não é estrela da sorte,
Mas é ponto marcado.

Quem não tem o norte,
Para se poder orientar,
Olhe lá a Estrela Polar,
É o ponto da sua sorte.

Quem for desorientado,
Nem precisa de ir rezar,
O norte lá está marcado,
Para a gente se orientar.

Se acaso perder o norte,
Nunca perca essa estrela,
Não é a estrela da sorte,
Mas é sorte poder vê-la.

Para de dia se orientar,
O Sol é o ponto Nascente,
Mas quando ele se deitar,
Dorme no ponto Poente.

Se vir o Sol ao seu nascer,
O Norte à esquerda está,
Sobe dá o Sul, já a descer,
Ao Poente já luz não dá.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,21/07/2016
Foto: Net

SABEDORIA DO POVO
















Relicário de Poesia

SABEDORIA DO POVO

Na vida nem tudo é mau,
O desporto é um desafio,
Quando partes o degrau,
Dá-te sempre um arrepio.

Homem morto é defunto,
Tudo parte no ponto fraco,
Quando não sei pergunto,
Homem já foi um macaco?

Nem tudo é sempre bom,
O fado é sempre destino,
Tocado mas fora do tom,
Soará mal qualquer hino.

Mulher bela é a preferida,
Mulher feia ninguém quer,
A vida fica comprometida,
Se escolhes uma qualquer.

Se não gostas o que tens,
Só tens de mudar de vida,
Mas se deres os teus bens,
Acabas com a vida perdida.

Dizem do pior do Satanás,
Sem fazer mal a ninguém.
Já disso ninguém é capaz,
Sobre o Governo que tem.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,21/07/2016

Foto: Net

SABEDORIA DO POVO
















Relicário de Poesia

SABEDORIA DO POVO

Na vida nem tudo é mau,
O desporto é um desafio,
Quando partes o degrau,
Dá-te sempre um arrepio.

Homem morto é defunto,
Tudo parte no ponto fraco,
Quando não sei pergunto,
Homem já foi um macaco?

Nem tudo é sempre bom,
O fado é sempre destino,
Tocado mas fora do tom,
Soará mal qualquer hino.

Mulher bela é a preferida,
Mulher feia ninguém quer,
A vida fica comprometida,
Se escolhes uma qualquer.

Se não gostas o que tens,
Só tens de mudar de vida,
Mas se deres os teus bens,
Acabas com a vida perdida.

Dizem do pior do Satanás,
Sem fazer mal a ninguém.
Já disso ninguém é capaz,
Sobre o Governo que tem.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,21/07/2016

Foto: Net

A FORTUNA





























Relicário de Poesia

FORTUNA

A minha fortuna foi ter nascido,
São, sadio e com discernimento,
Mas neste mundo de tormento,
Há quem se sinta arrependido.

Fiz um avultado investimento,
Para manter a minha fortuna,
Foi numa época bem oportuna,
Em que usei todo o meu talento.

Não fiz mais porque não sabia,
Mas arrisquei quanto eu podia,
E só vivia como tinha desejado.

Quando não me restou a saúde,
Meti-me dentro do meu ataúde,
E já sem a fortuna fui sepultado.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,21/07/2016
Foto: Net

A FORTUNA





























Relicário de Poesia

FORTUNA

A minha fortuna foi ter nascido,
São, sadio e com discernimento,
Mas neste mundo de tormento,
Há quem se sinta arrependido.

Fiz um avultado investimento,
Para manter a minha fortuna,
Foi numa época bem oportuna,
Em que usei todo o meu talento.

Não fiz mais porque não sabia,
Mas arrisquei quanto eu podia,
E só vivia como tinha desejado.

Quando não me restou a saúde,
Meti-me dentro do meu ataúde,
E já sem a fortuna fui sepultado.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,21/07/2016
Foto: Net

A DANÇA À GREGA




























Relicário de Poesia

A DANÇA À GREGA
Num país de imensas tradições,
E com a democracia na sua raiz,
Tem vida cheia de contradições,
O povo tem até muitas aflições,
E nunca consegue viver ali feliz.

Mas há muitos anos já se sabia,
Que a democracia é coisa rara,
A candeia a que ela se alumia,
Nasceu de uma grande utopia,
E além de muito lenta é cara.

Era bonita se não tivesse custo,
Mas já se viu que é uma utopia,
Que o povo apanha muito susto,
E ninguém recebe o que é justo,
Gasta-se tudo com democracia.

O pior de tudo é uma miragem,
De todos fazerem vida de ricos,
O povo seduzido nessa imagem,
Vive a vida com pouca coragem,
E passa a vida a tapar os bicos.

E quando se gasta o que não há,
Devia haver muito mais cuidado,
A vida nunca deixará de ser má,
Viver do crédito sempre foi e será,
Um custo de vida mais agravado.

A democracia fez-se dona de tudo,
Mas gasta de mais e tem de pedir,
O governo faz da vida o entrudo,
E toda a raia que é o povo miúdo,
Perde tudo com sorte se não falir.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 3/07/2016


Foto: Net

A DANÇA À GREGA




























Relicário de Poesia

A DANÇA À GREGA
Num país de imensas tradições,
E com a democracia na sua raiz,
Tem vida cheia de contradições,
O povo tem até muitas aflições,
E nunca consegue viver ali feliz.

Mas há muitos anos já se sabia,
Que a democracia é coisa rara,
A candeia a que ela se alumia,
Nasceu de uma grande utopia,
E além de muito lenta é cara.

Era bonita se não tivesse custo,
Mas já se viu que é uma utopia,
Que o povo apanha muito susto,
E ninguém recebe o que é justo,
Gasta-se tudo com democracia.

O pior de tudo é uma miragem,
De todos fazerem vida de ricos,
O povo seduzido nessa imagem,
Vive a vida com pouca coragem,
E passa a vida a tapar os bicos.

E quando se gasta o que não há,
Devia haver muito mais cuidado,
A vida nunca deixará de ser má,
Viver do crédito sempre foi e será,
Um custo de vida mais agravado.

A democracia fez-se dona de tudo,
Mas gasta de mais e tem de pedir,
O governo faz da vida o entrudo,
E toda a raia que é o povo miúdo,
Perde tudo com sorte se não falir.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 3/07/2016


Foto: Net

DECLARAÇÃO DE AMOR







































Relicário de Poesia

DECLARAÇÃO DE AMOR

Quando o amor se declara,
Às vezes é difícil saber falar,
Deve olhar de forma clara,
E sem nunca se atrapalhar.

Não saber dizer o que sente,
Torna-se muito difícil falar,
E se quer parecer eloquente,
Acabar por ter que se calar.

Se ela entendesse o seu olhar,
Saberia o que ele queria dizer,
E nem seria preciso ele falar,
Ela adivinharia o seu querer.

Se o rapaz é envergonhado,
Pode até parecer que mente,
Mas nunca deve ficar calado,
Basta dizer aquilo que sente.

Mas quem sente muito fala,
Para dizer tudo o que quer,
Tem que ter só muita calma,
Para agradar a essa mulher.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 2/07/1962
Foto: Net

DECLARAÇÃO DE AMOR







































Relicário de Poesia

DECLARAÇÃO DE AMOR

Quando o amor se declara,
Às vezes é difícil saber falar,
Deve olhar de forma clara,
E sem nunca se atrapalhar.

Não saber dizer o que sente,
Torna-se muito difícil falar,
E se quer parecer eloquente,
Acabar por ter que se calar.

Se ela entendesse o seu olhar,
Saberia o que ele queria dizer,
E nem seria preciso ele falar,
Ela adivinharia o seu querer.

Se o rapaz é envergonhado,
Pode até parecer que mente,
Mas nunca deve ficar calado,
Basta dizer aquilo que sente.

Mas quem sente muito fala,
Para dizer tudo o que quer,
Tem que ter só muita calma,
Para agradar a essa mulher.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 2/07/1962
Foto: Net

quarta-feira, 20 de julho de 2016

AS PAIXÕES DE INFÂNCIA































Manuel Mar. “Poesia”

AS PAIXÕES DA INFÂNCIA

Na infância as minhas paixões,
Eram iguais às de toda a malta,
Mas ao deixar o jogo dos piões
Eu comecei a tocar aos serões,
O realejo, a viola mais a flauta.

Depois de saber algumas modas,
Voltei-me para o canto e dança,
E para tudo o que tivesse rodas,
Para caçar arranjei as pistolas,
Mas joguei futebol com pujança.

Foi a dança a minha real paixão,
Eu mais dez quilómetros andava,
A pé, só para ir dançar o malhão,
Depois vieram as danças de salão,
Começava a dançar e não parava.

Depois fiz interregno para casar,
E tive uma paixão extravagante,
Que iria uma dúzia de anos durar,
Após o divorcio lá voltei a dançar,
Mas esse tempo já é tão distante.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,20/07/2016

 Foto: Net