segunda-feira, 18 de julho de 2016

HINO DE AMOR E PAIXÃO
































Manuel Mar. “Poesia”

Hino de Amor e Paixão

Quem se entrega ao seu grande amor,
Só pela doçura da sua imensa paixão,
E toda nua como nasce a rosa em flor,
Para mostrar o seu corpo encantador,
Dá-se com toda a sua alma e coração.

Vai tomar um banho de leite e rosas,
Que amolece a pele e fica bem macia,
Deixando as suas curvas maravilhosas,
E as suas feições ainda mais formosas,
As coisas com que o amante se delicia.

Quando o seu olhar brilha em chama,
A mostrar a intensidade do seu amor,
Deseja, tão ardentemente quem ama,
Que se vai deitar na mais linda cama,
A esperar a visita do querido senhor.

Quando o amor se envolve de magia,
A viver o paraíso de tanta felicidade,
Os corações palpitam imensa alegria,
E sentem uma encantadora melodia,
Da paixão que o amor faz de verdade.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,18/07/2016

 Foto: Net

HINO DE AMOR E PAIXÃO
































Manuel Mar. “Poesia”

Hino de Amor e Paixão

Quem se entrega ao seu grande amor,
Só pela doçura da sua imensa paixão,
E toda nua como nasce a rosa em flor,
Para mostrar o seu corpo encantador,
Dá-se com toda a sua alma e coração.

Vai tomar um banho de leite e rosas,
Que amolece a pele e fica bem macia,
Deixando as suas curvas maravilhosas,
E as suas feições ainda mais formosas,
As coisas com que o amante se delicia.

Quando o seu olhar brilha em chama,
A mostrar a intensidade do seu amor,
Deseja, tão ardentemente quem ama,
Que se vai deitar na mais linda cama,
A esperar a visita do querido senhor.

Quando o amor se envolve de magia,
A viver o paraíso de tanta felicidade,
Os corações palpitam imensa alegria,
E sentem uma encantadora melodia,
Da paixão que o amor faz de verdade.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,18/07/2016

 Foto: Net

QUIMERA E ILUSÃO

































Manuel Mar. “Poesia”

QUIMERA E ILUSÃO

A minha boca disse-te verdades imerecidas,
E palavras meigas ditas só para te acalmar,
As saudades dos bons tempos já esquecidas,
Das horas de carinho por ambos já vividas,
E que sem lamento estou agora a lembrar.

Dei-te carinhos sem ter os teus sentimentos,
Mas os teus sorrisos já eram fingidos demais,
Suportei a tua indiferença nesses momentos,
Que embora fossem já para mim tormentos,
Esperava voltar a ouvir no amor os teus ais.

O teu amor comigo era só como a despachar,
A tua indiferença tornou-se uma realidade,
Eu sentia que de mim tu te estavas a afastar,
Mas sem querer isso não quis nem acreditar,
E na verdade tu me falavas só com falsidade.

Estudas-te tudo para de mim tu te afastares,
Partiste, e para casa da tua mãe foste viver,
Eu concordei e a casa lá comprei para usares,
Depois falaste da ideia louca de me matares,
Ameaças-te me, fiquei sem saber o que fazer.

Quando depois no fim-de-semana a fui ver,
Sem ela e os dois filhos, a casa estava vazia,
Mas deixou lá uma última carta para eu ler,
Que li banhado em lágrimas e fiquei a saber:
Não queria viver mais comigo, assim o dizia.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,1/07/1974

 Foto: Net

QUIMERA E ILUSÃO

































Manuel Mar. “Poesia”

QUIMERA E ILUSÃO

A minha boca disse-te verdades imerecidas,
E palavras meigas ditas só para te acalmar,
As saudades dos bons tempos já esquecidas,
Das horas de carinho por ambos já vividas,
E que sem lamento estou agora a lembrar.

Dei-te carinhos sem ter os teus sentimentos,
Mas os teus sorrisos já eram fingidos demais,
Suportei a tua indiferença nesses momentos,
Que embora fossem já para mim tormentos,
Esperava voltar a ouvir no amor os teus ais.

O teu amor comigo era só como a despachar,
A tua indiferença tornou-se uma realidade,
Eu sentia que de mim tu te estavas a afastar,
Mas sem querer isso não quis nem acreditar,
E na verdade tu me falavas só com falsidade.

Estudas-te tudo para de mim tu te afastares,
Partiste, e para casa da tua mãe foste viver,
Eu concordei e a casa lá comprei para usares,
Depois falaste da ideia louca de me matares,
Ameaças-te me, fiquei sem saber o que fazer.

Quando depois no fim-de-semana a fui ver,
Sem ela e os dois filhos, a casa estava vazia,
Mas deixou lá uma última carta para eu ler,
Que li banhado em lágrimas e fiquei a saber:
Não queria viver mais comigo, assim o dizia.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,1/07/1974

 Foto: Net

O DESENGANO BARATO




































Manuel Mar. “Poesia”

O Desengano barato!

O meu coração era tão desconfiado,
E estava constantemente a suspirar,
Mas ele só se sentia bem a namorar,
Até já com muitas tinha namorado.

Era o ciúme que o fazia tanto sofrer,
Que não suportava nada de afronta,
Mas ficava de cabeça perdida, tonta,
Quando algo não conseguia entender.

Quando eram já cinco as raparigas,
A dizer andarem comigo a namorar,
Eu juntei-as todas no mesmo lugar,
Só para elas acabarem as mentiras.

Todo o assunto ficou ao desbarato,
Dizendo todas que isso era mentira,
Eu que não vira uma cena tão gira,
Achei tal desengano lindo e barato.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 29/05/2016

Foto: Net

O DESENGANO BARATO




































Manuel Mar. “Poesia”

O Desengano barato!

O meu coração era tão desconfiado,
E estava constantemente a suspirar,
Mas ele só se sentia bem a namorar,
Até já com muitas tinha namorado.

Era o ciúme que o fazia tanto sofrer,
Que não suportava nada de afronta,
Mas ficava de cabeça perdida, tonta,
Quando algo não conseguia entender.

Quando eram já cinco as raparigas,
A dizer andarem comigo a namorar,
Eu juntei-as todas no mesmo lugar,
Só para elas acabarem as mentiras.

Todo o assunto ficou ao desbarato,
Dizendo todas que isso era mentira,
Eu que não vira uma cena tão gira,
Achei tal desengano lindo e barato.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 29/05/2016

Foto: Net

O GANHÃO























Os contos de Manuel Mar.

O GANHÃO

          O meu avô paterno, era um agricultor que tinha sempre alguns criados para o ajudar.
 Um desses criados tinha ido para o seu serviço, ainda muito novo, nem tinha ido à escola que nem havia nesse tempo.
 O rapaz já tinha na altura uns 15 anos, mas nunca tinha saído da minha aldeia, e o meu avô paterno, resolveu levá-lo com ele à feira do Entroncamento que ficava a uns escaços 10 km. de distância.
 Na ida passaram pelas aldeias de Pé-de-Cão, Lamarosa e Barroca e o rapaz fez o caminho sempre calado, pois ia observando o que via pela primeira vez.
 Ao regressar, o rapaz volta-se para o meu avô e diz:
 -“ É patrão!
-Nem pensava que o mundo era tão grande assim!

 É claro que o meu avô terá dado a sua rizada…
 Eu não conheci o meu avô mas a sua fotografia com ele trajado a rigor à maneira da sua época, sempre me impressionou muito.

 Esta história e muitas outras, foram-me contadas por meu pai ao serão, à luz da candeia, no tempo em que não havia luz eléctrica, telefonia nem televisão.
 É uma história verdadeira podem crer.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 1/06/2015
Foto: Entroncamento 

O GANHÃO























Os contos de Manuel Mar.

O GANHÃO

          O meu avô paterno, era um agricultor que tinha sempre alguns criados para o ajudar.
 Um desses criados tinha ido para o seu serviço, ainda muito novo, nem tinha ido à escola que nem havia nesse tempo.
 O rapaz já tinha na altura uns 15 anos, mas nunca tinha saído da minha aldeia, e o meu avô paterno, resolveu levá-lo com ele à feira do Entroncamento que ficava a uns escaços 10 km. de distância.
 Na ida passaram pelas aldeias de Pé-de-Cão, Lamarosa e Barroca e o rapaz fez o caminho sempre calado, pois ia observando o que via pela primeira vez.
 Ao regressar, o rapaz volta-se para o meu avô e diz:
 -“ É patrão!
-Nem pensava que o mundo era tão grande assim!

 É claro que o meu avô terá dado a sua rizada…
 Eu não conheci o meu avô mas a sua fotografia com ele trajado a rigor à maneira da sua época, sempre me impressionou muito.

 Esta história e muitas outras, foram-me contadas por meu pai ao serão, à luz da candeia, no tempo em que não havia luz eléctrica, telefonia nem televisão.
 É uma história verdadeira podem crer.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 1/06/2015
Foto: Entroncamento 

O CIÚME NÃO DORME








































Os Contos de Manuel Mar

O Ciúme não dorme!

Algum tempo depois de se ter divorciado o Fernando matriculou-se na Escola Secundária para completar os seus estudos e começou a sentir-se assediado por duas ou três colegas da classe.
Havia lá por onde escolher: Solteiras, mães solteiras, divorciadas, etc., e também algumas casadas.
O Fernando ficou logo embeiçado pela Isabel, uma linda moça solteira com 22 anos e idade, de olhos verdes que era muito engraçada, mas se ia a algum lado com ela algumas outras colegas arranjavam sempre forma de irem também, principalmente uma loira que era muito metediça.
Com o rodar do tempo o Fernando já andava sempre com as duas e não conseguia decidir-se por nenhuma porque gostava da Isabel mas passou a sair com a loiraça indo a bailes, ao cinema, e correu o boato de que já seriam amantes.
Assim se passou um ano numa total indecisão, mas na verdade o Fernando não gostava da loira mas cedia aos seus constantes convites porque não era capaz de os recusar.
Um dia o Fernando pôs um ponto final e não saiu mais com a loira.
Era o tempo de férias o Fernando foi a Espanha umas semanas, e quando regressou trazia umas recordações de lá para oferecer à sua apaixonada a Isabel, mas ela serenamente teve uma reacção inesperada, respondendo que do Fernando não queria nada e que seria melhor que os fosse oferecer à sua amante, referindo-se à fatal loira.
O Fernando bem tentou defender-se e esclarecer o caso mas não teve nenhuma sorte, porque já era um caso arrumado.
Assim, ele que não queria a loira mas demorou a rejeitá-la, acabou por ser também rejeitado pela mulher de quem gostava porque o ciúme não dorme.

Manuel Mar
®
Torres Novas, 28/08/2015

Foto: Net

O CIÚME NÃO DORME








































Os Contos de Manuel Mar

O Ciúme não dorme!

Algum tempo depois de se ter divorciado o Fernando matriculou-se na Escola Secundária para completar os seus estudos e começou a sentir-se assediado por duas ou três colegas da classe.
Havia lá por onde escolher: Solteiras, mães solteiras, divorciadas, etc., e também algumas casadas.
O Fernando ficou logo embeiçado pela Isabel, uma linda moça solteira com 22 anos e idade, de olhos verdes que era muito engraçada, mas se ia a algum lado com ela algumas outras colegas arranjavam sempre forma de irem também, principalmente uma loira que era muito metediça.
Com o rodar do tempo o Fernando já andava sempre com as duas e não conseguia decidir-se por nenhuma porque gostava da Isabel mas passou a sair com a loiraça indo a bailes, ao cinema, e correu o boato de que já seriam amantes.
Assim se passou um ano numa total indecisão, mas na verdade o Fernando não gostava da loira mas cedia aos seus constantes convites porque não era capaz de os recusar.
Um dia o Fernando pôs um ponto final e não saiu mais com a loira.
Era o tempo de férias o Fernando foi a Espanha umas semanas, e quando regressou trazia umas recordações de lá para oferecer à sua apaixonada a Isabel, mas ela serenamente teve uma reacção inesperada, respondendo que do Fernando não queria nada e que seria melhor que os fosse oferecer à sua amante, referindo-se à fatal loira.
O Fernando bem tentou defender-se e esclarecer o caso mas não teve nenhuma sorte, porque já era um caso arrumado.
Assim, ele que não queria a loira mas demorou a rejeitá-la, acabou por ser também rejeitado pela mulher de quem gostava porque o ciúme não dorme.

Manuel Mar
®
Torres Novas, 28/08/2015

Foto: Net

DESCANSA CORAÇÃO































Manuel Mar. “Poesia”

DESCANSA CORAÇÃO

Descansa coração velho e cansado,
Porque depois das lutas já vencidas,
Em tantas querelas no teu passado,
Se te cansas já ficas quase acabado,
Não queiras fazer já as despedidas.

Resfria esses teus desejos de amor,
Não procures mais o que perdeste,
Porque as paixões te causam suor,
E certas posições são fonte de dor,
Sossega, porque muito já fizeste.

Descansa coração nem desesperes,
Por ciúmes de ver outrem a gozar,
Sonha antes com os teus prazeres,
E se em teus sonhos tudo reviveres,
Gozas dormindo sem nada cansar.

Desiste, coração, de tuas aventuras,
Dorme mais que te faz bem dormir,
Já passou o teu tempo de loucuras,
Dorme e sonha com tantas ternuras,
Recorda que também te fará sorrir.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,18/07/2016

 Foto: Net

DESCANSA CORAÇÃO































Manuel Mar. “Poesia”

DESCANSA CORAÇÃO

Descansa coração velho e cansado,
Porque depois das lutas já vencidas,
Em tantas querelas no teu passado,
Se te cansas já ficas quase acabado,
Não queiras fazer já as despedidas.

Resfria esses teus desejos de amor,
Não procures mais o que perdeste,
Porque as paixões te causam suor,
E certas posições são fonte de dor,
Sossega, porque muito já fizeste.

Descansa coração nem desesperes,
Por ciúmes de ver outrem a gozar,
Sonha antes com os teus prazeres,
E se em teus sonhos tudo reviveres,
Gozas dormindo sem nada cansar.

Desiste, coração, de tuas aventuras,
Dorme mais que te faz bem dormir,
Já passou o teu tempo de loucuras,
Dorme e sonha com tantas ternuras,
Recorda que também te fará sorrir.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,18/07/2016

 Foto: Net

domingo, 17 de julho de 2016

A AMANTE SECRETA







































Manuel Mar. “Poesia”

A AMANTE SECRETA

Anita era amante secreta do imperador,
E vivia no seu grande castelo apalaçado,
No meio dum bosque muito encantador,
Lá fechada às sete chaves pelo seu amor,
Sem permissão de sair para nenhum lado.

O imperador só a visitava quando podia,
E às vezes com grande tempo de demora,
Lá vivia com a sua dama de companhia,
Mas naquela solidão ela já imenso sofria,
Ficando à espera do amor a toda a hora.

O castelo era guardado por legionários,
E ela de lá não lhe era permitido saídas,
Mas ela lá escrevia tudo nos seus diários,
As mágoas que sofria e os seus calvários,
E todas as coisas que lhe eram proibidas.

Depois de tanto tempo nesse isolamento,
A Anita sentiu que estava muito doente,
Que mandou pedir auxilio ao regimento,
Precisava de um médico nesse momento,
Porque se estava a sentir quase demente.

Entretanto chegou de volta o imperador,
Que ficou todo assustado e muito aflito,
Mas ao velo, ela sentiu-se muito melhor,
Passaram-lhe todas as tonturas e a dor,
Porque o amor tem um balsamo bendito.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 17/07/2016

Foto: Net

A AMANTE SECRETA







































Manuel Mar. “Poesia”

A AMANTE SECRETA

Anita era amante secreta do imperador,
E vivia no seu grande castelo apalaçado,
No meio dum bosque muito encantador,
Lá fechada às sete chaves pelo seu amor,
Sem permissão de sair para nenhum lado.

O imperador só a visitava quando podia,
E às vezes com grande tempo de demora,
Lá vivia com a sua dama de companhia,
Mas naquela solidão ela já imenso sofria,
Ficando à espera do amor a toda a hora.

O castelo era guardado por legionários,
E ela de lá não lhe era permitido saídas,
Mas ela lá escrevia tudo nos seus diários,
As mágoas que sofria e os seus calvários,
E todas as coisas que lhe eram proibidas.

Depois de tanto tempo nesse isolamento,
A Anita sentiu que estava muito doente,
Que mandou pedir auxilio ao regimento,
Precisava de um médico nesse momento,
Porque se estava a sentir quase demente.

Entretanto chegou de volta o imperador,
Que ficou todo assustado e muito aflito,
Mas ao velo, ela sentiu-se muito melhor,
Passaram-lhe todas as tonturas e a dor,
Porque o amor tem um balsamo bendito.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 17/07/2016

Foto: Net

A SORTE NO AMOR





































Manuel Mar. ”Poesia”

A Sorte no Amor!

Para que serve o desejo e a esperança,
Se o sentimento é de amor ou de ódio,
É vão o amor que nos faz o nó górdio,
Que nos trespassa a alma como lança.

Ter amor a quem afinal só nos detesta,
É só o andar de rojo aos pés de alguém,
Que nos trata apenas com seu desdém,
Julgando que somos sua melhor besta.

Quem tem a sorte de amar uma peste,
Torta, mentirosa: uma flor tão agreste,
Será pior que dar aos suínos confeitos.

Mas sorrindo, quem só andava traindo,
E tudo o que fazia era apenas fingindo,
Fugiu dizendo que ele só tinha defeitos.

Manuel Mar.
Torres Novas, 17/07/2016

Foto: Net